Bovespa tem tarde de pouca oscilação

Às 15h00, o Ibovespa recuava 0,01%, aos 63.640 pontos

Fátima Laranjeira, da Agência Estado ,

18 de maio de 2011 | 12h43

Em dia sem grandes novidades no campo corporativo, com o fim da temporada de balanços, a Bovespa operou volátil durante a manhã. De uma lado, OGX e Petrobrás continuaram a alta dos últimos dias, enquanto as baixas foram puxadas por JBS e bancos, com o receio do mercado de que o governo possa fazer alterações em regras dos compulsórios destas instituições, entre outras dúvidas.

Às 15h00, o Ibovespa recuava 0,01%, aos 63.640 pontos. O giro era de R$ 3,7 bilhões, com projeção para alcançar R$ 6,61 bilhões no encerramento. Nos Estados Unidos, as bolsas operam em alta, com o índice Dow Jones subindo 0,59% e o S&P 500, +0,80%.

JBS e Marfrig

Entre as maiores quedas do Ibovespa figuram as ações do JBS, caindo 3,29%. As ações operam com volatilidade, abrindo em queda, depois subindo e novamente sendo negociadas no campo negativo. A companhia informou hoje que seu conselho de administração decidiu ontem realizar aumento do capital da companhia e que a diretoria do BNDESPar aprovou a utilização dos créditos das debêntures de sua titularidade na operação.

Conforme o fato relevante, o aumento de capital será no montante de até R$ 3,479 bilhões, mediante a emissão privada de ações ordinárias, pelo preço de emissão por ação de R$ 7,04. Os acionistas da companhia terão preferência para a subscrição das novas ações ordinárias a serem emitidas, na proporção do número de ações que possuem.

"Há um receio do mercado com o próprio tamanho da JBS, que embute um risco grande de gestão, com ativos muito pulverizados e de grande porte", afirma um analista, que pediu para não ser identificado. "A empresa cresceu muito e tem de entregar resultados", avalia.

Também entre as maiores quedas do principal índice da Bolsa estão os papéis da Marfrig, com perdas de 1,32%, continuando o movimento de baixa de ontem, após informar prejuízo líquido de R$ 52 milhões no primeiro trimestre de 2010. Em maio, as ações acumulam queda de 12,02%.

Petrobrás, cujas ações ainda são consideradas baratas, operava em alta, mas inverteu a tendência durante a tarde. A empresa de petróleo do empresário Eike Batista recuava 0,25%, depois de ter alta de 7,8% ontem.

(Texto atualizado às 15h00)

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