Bovespa tenta manter nível dos 60 mil pontos ao final de 2012

Mercados financeiros estão em compasso de espera pela reunião entre Barack Obama e líderes do Congresso

Olívia Bulla, da Agência Estado,

28 de dezembro de 2012 | 10h33

Enquanto os investidores estão receosos quanto a um acordo entre republicanos e democratas para evitar que os Estados Unidos caiam no abismo fiscal em 2013, a Bovespa abre o pregão desta sexta-feira em dúvida sobre se conseguirá encerrar este ano no patamar dos 60 mil pontos. O ligeiro ajuste que os negócios locais têm a fazer, diante da melhora no fim da sessão de quinta-feira em Nova York, atenua a pressão vinda do exterior nesta manhã. A agenda econômica norte-americana pode trazer alguma volatilidade pontual ao longo do dia.

Às 10h15, o Ibovespa subia 0,55%, aos 60.746,64 pontos. No mesmo horário, em Wall Street, os índices futuros do Dow Jones e do S&P 500 tinham baixa de 0,42% e 0,40%, diante da elevada cautela entre os investidores à medida que se aproxima o prazo fatal para que os EUA não entrem em recessão no ano que vem.

Um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista explica que esse descolamento dos índices futuros em São Paulo e em Nova York deve-se à recuperação dos mercados acionários norte-americanos ontem, que fecharam bem acima das mínimas registradas durante a sessão, enquanto o pregão doméstico já havia sido encerrado. A melhora ocorreu diante do desenrolar das negociações no Congresso dos EUA sobre a questão fiscal.

Nesta manhã, porém, os mercados financeiros estão em compasso de espera pela reunião entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e os principais líderes do Congresso, marcada para o fim da tarde de hoje, na Casa Branca. O encontro pode representar a última possibilidade de um acordo bipartidário para evitar que uma série de corte de gastos e aumento de impostos entrem em vigor automaticamente no país na virada do ano. Além disso, os deputados republicanos voltam à Câmara neste fim de semana.

"O tempo se extingue", comenta, em relatório, o economista da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira. E, talvez, os investidores não tenham tempo para reagir ao desfecho da questão nos EUA ainda neste ano. "Deve ficar só para quarta-feira (dia 2)", comenta o operador citado acima, que falou sob a condição de não ser identificado, lembrando que hoje é o último dia de pregão na Bolsa e que os negócios em Wall Street funcionam em horário reduzido na próxima segunda-feira (dia 31).

Por isso, acredita o profissional, a Bolsa deve ficar no "0 a 0" hoje, com os investidores defendendo suas posições. Para Bandeira, o importante é não perder o nível dos 59 mil pontos, de modo que 2013 comece com uma "boa tendência", depois de fechar 2012 com uma valorização mais robusta - ao redor de 6,5% - pela primeira vez em dois anos.

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