Bovespa tenta se firma em terreno positivo

Às 12h14, o Ibovespa registrava alta de 0,46%, na máxima, aos 67.280 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado ,

26 de abril de 2011 | 12h37

A Bovespa opera de lado desde o início da sessão desta terça-feira, intercalando pequenas altas e baixas, em meio a um sentimento de cautela entre os investidores, que seguem atentos ao movimento do mercado externo. Pouco depois do meio-dia, no entanto, o principal índice da Bolsa parecia se firmar no campo positivo, puxado por ações de bancos e empresas de construção.

Às 12h14, o Ibovespa registrava alta de 0,46%, na máxima, aos 67.280 pontos, após ter alcançado a mínima de 66.722 pontos (-0,37%). O giro financeiro era de R$ 1,70 bilhão, projetando R$ 5,58 bilhões no final do pregão. Em Nova York, o Dow Jones operava em alta de 0,73%, enquanto o S&P subia 0,79%.

Segundo alguns operadores, muitos investidores seguem em compasso de espera enquanto aguardam a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sobre política monetária no país e a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que decidiu pelo aumento da taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 12% ao ano, previstas para amanhã e quinta-feira.

O setor de construção é um dos destaque do dia: MRV sobe 1,75% e Brookfield avança 1,23%, ambas entre as maiores altas do Ibovespa. Fora do grupo também sobem Rossi (+1,09%), PDG (+1,05%), Cyrela (+0,88%) e JHSF (+2,93%). Chama a atenção, no entanto, o desempenho mais vigoroso dos papéis ligados ao setor de shoppings como BrMalls (+2,53%), Iguatemi (+1,81%) e a empresa de renda BR Properties (+1,43%). "São empresas com defesa contra a inflação", avalia um profissional.

Também figuram na lista de maiores altas do índice LLX (+2,04%), TAM (+1,63%), Fibria (+1,61%), BM&FBovespa (+1,52%), OI (Tmar5) PNA (+1,37%) e Cielo (+1,25%).

Bancos

A expectativa para a divulgação de balanços corporativos, que começa a ganhar força nesta semana, ajuda a puxar o setor bancário, na avaliação do gerente da mesa de investimentos pessoa física da Fator Corretora, Alfredo Sequeira. Amanhã de manhã serão conhecidos os números do Bradesco e no mesmo dia à noite, os da Redecard. Na quinta será a vez do Santander.

A elevação da recomendação do JP Morgan para o Banco do Brasil de neutra para "overweitght" também beneficia os papéis do Banco do Brasil. Há pouco, Itaú Unibanco (+0,85%), Bradesco (+0,50%), Banco do Brasil (+0,93%). A exceção fica por conta das units do Santander, que recuam 0,72%. Entre as credenciadoras de cartões, Cielo sobe 1,62% e Redecard avança 0,81%.

Baixas

Hypermarcas recua 2,89% e lidera a lista das mais expressivas baixas do Ibovespa. Icap Brasil lidera as vendas do papel, seguida por Itaú. Aparecem ainda no grupo das principais quedas do índice Duratex (-1,89%), B2W (-1,16%), OGX (-0,91%), Natura (-0,77%), Copel PNB (-0,57%) e PortX (-0,28%).

Vale e Petrobrás

As ações da Vale e da Petrobrás operam com volatilidade desde o início do pregão. Há pouco, o papel PNA da mineradora subia 0,17% e o ON estava estável (0%). Já o PN da estatal de petróleo avançava 0,23% e o ON subia 0,44%. Segundo operadores, ambas as empresas têm sofrido ultimamente com a possibilidade de ingerência política.

"Vale está barata, mas as indefinições sobre como será a gestão de seu novo presidente não estimula compras do papel", avalia um profissional. Na Petrobras, pesa a interferência do governo no que diz respeito ao reajuste dos preços da gasolina, diz.

Hoje a empresa anunciou que sua produção média de petróleo e gás em março, em território brasileiro, foi 2,9% superior a registrada em março de 2010. Com produção de 2.376.186 barris de óleo equivalente por dia (boed) no período, o resultado na comparação com fevereiro deste ano apresentou variação de aproximadamente 1%.

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