Bovespa tenta se recuperar e sobe na abertura

Após ter caído 3,4% nos últimos dois pregões, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tenta uma recuperação, após abrir em alta, aproveitando que o mercado financeiro internacional está um pouco menos turbulento hoje, embora as tensões geopolíticas não tenham se dissipado. Às 10h14, o ganho na Bovespa era de 0,65% e uma pontuação de 35.599,4. O dado mais esperado do dia já saiu - as vendas no varejo dos Estados Unidos em junho. O indicador sinalizou desaquecimento da atividade. As vendas cederam 0,1%, na contramão das previsões dos analistas que esperavam avanço de 0,4%. Num primeiro momento, o juro dos títulos do Tesouro americano recuou em reação aos números, mas já voltou a subir. Analistas ouvidos pela Agência Estado dizem que, sozinho, esse índice de vendas não é suficiente para definir o mercado nesta sexta-feira. O que causa preocupação maior neste momento é o petróleo, que opera fora das máximas, após ter batido ontem à noite novo recorde de alta (US$ 78,40 o barril). Por volta das 10 horas, o preço da commodity era cotado a US$ 77,72 (+1,33%) na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). Operadores observam ainda que essa escalada de alta do petróleo tem beneficiado a Petrobras, o que contribuiu para evitar perdas ainda maiores na Bovespa. Ontem, por exemplo, as ações da estatal caíram menos do que o mercado. Petrobras PN fechou em baixa de 0,48% ante recuo forte, de 2,48% do Ibovespa, o principal índice da bolsa paulista. A julgar pelo comportamento da Bovespa e das bolsas nos EUA, os investidores parecem estar absorvendo bem a decisão do banco central do Japão de elevar a taxa de juro em 0,25 ponto porcentual, após seis anos de taxa inalterada.

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