Bovespa termina com perda de 1,10%, puxada por Vale

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou hoje com perda de 1,10%, aos 36.944 pontos, após oscilar entre a mínima de -1,25% e a máxima de +0,40%. O volume financeiro ficou em R$ 1,94 bilhão. A preocupação com a trajetória do juro nos EUA continua tendo influência decisiva sobre os negócios, mas hoje quem roubou a cena na Bovespa foi a Vale do Rio Doce, que fez uma oferta de compra à canadense Inco Limited, líder no mercado de níquel, no valor de US$ 17,8 bilhões. Segundo o CFSB, um dos quatro bancos que vão financiar a compra (cada um entrará com US$ 4,5 bi), essa é a maior operação de todos os tempos na América Latina. As ações da Vale reagiram à notícia em baixa. Embora a operação esteja sendo considerada como positiva pelos analistas - se efetivada a compra da Inco, a Vale se tornará a segunda maior mineradora do mundo em valor de mercado -, a tendência num primeiro momento é descontar do papel o custo do endividamento. A ação preferencial classe A da Vale fechou com desvalorização de 2,21% e concentrou o maior volume de recursos negociados no dia, o que ajudou a puxar o Ibovespa para baixo. A ação ordinária da Vale cedeu 1,83%. Em Nova York, o índice Nasdaq recuou 0,68% e o Dow Jones perdeu 0,33%. O indicador de vendas no varejo, divulgado hoje cedo, não permitiu que os investidores baixassem a guarda. O dado mostrou que a economia não está perdendo força tão rapidamente como se esperava, o que fez crescer a aposta de que, talvez, seja necessário um novo aumento de juro nos EUA este ano. As vendas no varejo subiram 1,4% em julho, a maior aceleração em seis meses.

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