Bovespa termina em alta de 0,6%, apesar de Petrobrás

Aos 50.600 pontos, Ibovespa tem o maior patamar desde 10 de junho passado

Claudia Violante, da Agência Estado,

13 de agosto de 2013 | 17h41

Depois de muito vaivém até o meio do dia, a Bovespa firmou-se em alta à tarde, com melhora em Wall Street e certo alívio nas ações da Petrobrás. O vencimento de Ibovespa futuro e o exercício de opções na quarta-feira, 14, aumentaram a volatilidade dos negócios nesta terça.

O Ibovespa terminou o dia com ganho de 0,60%, aos 50.600,55 pontos, o maior patamar desde 10 de junho passado (51.316,65 pontos). Na mínima, registrou 50.040 pontos (-0,52%) e, na máxima, 50.734 pontos (+0,86%). No mês, acumula valorização de 4,91% e, no ano, baixa de 16,98%. O giro financeiro totalizou R$ 7,642 bilhões. Os dados são preliminares.

A véspera do exercício de opções afetou principalmente as blue chips e o destaque foi Petrobras, que passou a maior parte do pregão no vermelho. Os papéis continuaram pressionados pelo balanço do segundo trimestre - sobretudo com a questão do endividamento - e pelo processo administrativo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a adoção de contabilidade de hedge, e também por declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Ele afirmou que, embora os preços da Petrobrás continuem defasados em relação ao custo de produção e do petróleo no mercado internacional, o governo avalia o pedido da estatal de novo reajuste nos combustíveis. "Nenhum aumento de preços é bom. Aumento de preço de combustíveis não é bom", declarou Lobão. A ação ON ficou estável e a PN caiu 0,97%.

Outra petrolífera ajudou a dar sustentação ao Ibovespa. OGX ON avançou 4,69%, sob impacto da notícia de que a Mubadala Development Company está em negociação para comprar alguns ativos do grupo EBX, do empresário Eike Batista, por cerca de US$ 1 bilhão. As conversas envolvem participações na OGX, na MMX e no Porto do Açu, da LLX, no Rio de Janeiro. LLX ON disparou 17,27% e MMX ON teve um salto de 3,57%.

Vale também terminou com ganhos, de 0,31% na ON e de 0,93% na PNA.

No setor bancário, BB ON subiu 1,70% após publicação do balanço do Banco do Brasil. A instituição teve lucro líquido ajustado de R$ 2,634 bilhões no segundo trimestre, declínio de 11,8% ante o mesmo intervalo do ano passado, de R$ 2,986 bilhões, mas em linha com as expectativas.

Nos EUA, o Dow Jones terminou com variação positiva de 0,20%, aos 15.451,01 pontos; o S&P teve valorização de 0,28%, aos 1.694,16 pontos; e o Nasdaq registrou alta de 0,39%, aos 3,684,44 pontos.

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