Bovespa termina em baixa de 1,92%, com quadro político

Enquanto o mercado externo esperava de forma otimista a decisão sobre a taxa de juros dos EUA (que foi mantida em 5,25% ao ano), aqui, nuvens de preocupação, de natureza política e econômica, mantiveram a Bovespa desligada de Nova York. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, terminou o dia com perda de 1,92%, aos 35.196 pontos. Na mínima, o índice recuou 2,67%. Na máxima, subiu 0,51%. O volume ficou em R$ 2,26 bilhões. A Bovespa operou na contramão do mercado mundial refletindo basicamente três preocupações: o aumento da temperatura política no País, a queda expressiva nas cotações do petróleo e das commodities metálicas e também a preocupação com o baixo crescimento da economia brasileira. O mercado não acredita que o escândalo do dossiê vai mudar o quadro das eleições, que aponta para a reeleição do presidente Lula. Mas pode colocar em risco a governabilidade num segundo mandato. Analistas dizem que a Bovespa está sendo penalizada, dado que a previsão de crescimento para o País mudou, para pior. A queda no preço do petróleo e das commodities metálicas também tem prejudicado o desempenho da Bolsa paulista. Hoje, as ações da Petrobras voltaram a registrar queda expressiva, fechando em baixa de %, em reação à desvalorização de 1,95% no preço do barril de petróleo em Nova York.

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