Bovespa termina o dia em queda puxada por Petrobrás e bancos

Dados fracos divulgados sobre a economia brasileira deram espaço para movimento de realização dos lucros

Claudia Violante, Agência Estado

24 de novembro de 2014 | 17h48

A Bovespa conseguiu sustentar a euforia da última sexta-feira apenas por um breve período no começo da sessão. Depois, os ganhos acumulados e a falta de continuidade às notícias sobre a mudança da equipe de política econômica deram espaço para uma realização de lucros, ainda puxada pelos dados fracos divulgados sobre a economia brasileira. Petrobrás e bancos, que na sexta-feira puxaram o índice para cima, hoje efetuaram o movimento contrário.

O Ibovespa terminou a sessão com queda de 1,21%, aos 55.406 pontos. Na mínima do dia, marcou 55.292 pontos (queda de 1,41%) e, na máxima, 57.359 pontos (alta de 2,27%). No mês, ainda acumula ganho de 1,43% e, no ano, sobe 7,57%. O giro financeiro totalizou R$ 8,5 bilhões.

Segundo profissionais, o nome de Joaquim Levy para a Fazenda agradou, mas ainda falta a efetivação dos indicados - Nelson Barbosa iria para o Planejamento. E isso é esperado que aconteça até quinta-feira, quando o governo já deve ter conseguido aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no Congresso.

Até que isso aconteça, no entanto, o mercado não deve mergulhar de cabeça nas expectativas, ainda mais porque há uma resistência forte ao nome de Levy dentro do PT, que o considera liberal demais. Hoje, entretanto, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, saiu em defesa da presidente Dilma ao defender a escolha de Levy para a Fazenda. Costa disse que "todos" estão confiantes na condução de Levy da política econômica do próximo mandato da presidente, caso ele venha a ser confirmado como titular da pasta, mostra nota publicada às 17 horas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

O mercado também está ressabiado com a continuidade de dados econômicos domésticos fracos sobre o País. Hoje, por exemplo, o Banco Central anunciou que as transações correntes tiveram resultado negativo de US$ 8,1 bilhões em outubro, o pior resultado para o mês na série histórica da autoridade monetária, iniciada em 1980. Já o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior anunciou um déficit de US$ 701 milhões para a balança comercial na terceira semana do mês, elevando o saldo negativo em novembro a US$ 2,2 bilhões. No ano, a conta está negativa em US$ 4,1 bilhões.

Para ajudar, o BNP Paribas divulgou relatório em que revisou de alta de 1% para zero a previsão de crescimento da economia brasileira em 2015.

Petrobrás ON terminou em queda de 1,47% e a PN, em baixa de 0,63%, depois de ambas superarem 6% de alta na máxima da sessão. Os bancos, que mais cedo subiram de 1,9% a 4,25%, também caíram. Bradesco PN, -1,61%, Itaú Unibanco PN, -2,08%, BB ON, -3,49%, Santander unit, -0,73%.

Vale ON subiu 0,47% e Vale PNA, 0,89%. O papel foi incentivado pela alta do preço do minério de ferro (+0,3%) e ainda pelo corte de juro na China.

Nos EUA, o Dow Jones subia 0,06% no fechamento da Bovespa, enquanto S&P avançava 0,25% e o Nasdaq tinha ganho de 0,78%. Saiu pela manhã que o índice de atividade nos Estados Unidos medido pela distrital de Chicago do Federal Reserve caiu a +0,14 em outubro, de +0,29 em setembro, o que mostra crescimento moderado da economia norte-americana.

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