Bovespa termina o pregão em leve alta, de 0,26%

A Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou a queda das bolsas norte-americanas na maior parte da manhã, com os investidores vendendo ações para embolsar os lucros do fim da semana passada, mas à tarde virou o sinal e operou em alta, beneficiada pela melhora de desempenho do mercado acionário dos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, subiu 0,26% e fechou aos 44.249 pontos. Nas Bolsas de Nova York, o índice Dow Jones terminou o dia com ganho de 0,34% e o Nasdaq avançou 0,62%. No Brasil, a principal ação do Ibovespa segurou a alta do índice: Petrobras PN cedeu 1,43%, para R$ 41,90, prejudicada pela baixa do petróleo nos mercados internacionais. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo caiu 1,90%, para US$ 58,91. Pela manhã, porém, as ações operavam em queda em Nova York, com os investidores preocupados com o mercado de empréstimo hipotecário subprime (concedido a clientes de maior risco a juros mais altos). Os receios em relação a esses empréstimos foram novamente alimentados pela segunda maior empresa norte-americana cedente deste tipo de crédito, a New Century Financial, que informou que todos os bancos que mantinham concessão de recursos para a companhia suspenderam os financiamentos ou estão prestes a fazê-lo. A New Century disse ainda que não espera realizar os pagamentos demandados por seus credores, o que poderá levar a empresa para a corte de falências ou até diretamente para uma liquidação. Entretanto, o fato de as bolsas norte-americanas terem retornado ao positivo mostra que o impacto das informações da New Century foi momentâneo. O mercado está volátil, mais aliviado em relação aos temores de uma recessão nos EUA, mas ainda cauteloso, à espera dos índices de inflação norte-americana que serão divulgados no fim da semana. Essa volatilidade externa se refletiu no Ibovespa, que se alternou no terreno negativo e no positivo, oscilando entre a mínima de -0,65% e a máxima de +0,62%. O volume de negócios também não foi bom, totalizando R$ 2,93 bilhões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.