Bovespa tomba mais de 2% e tem menor nível em quase 1 ano

O Ibovespa escorregou 2,26%, a 52.798 pontos, patamar mais baixo desde 25 de julho de 2012

Claudia Violante, da Agência Estado,

05 de junho de 2013 | 18h18

Se a redução da alíquota de 6% para zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na aplicação de estrangeiros na renda fixa já era uma má notícia para o mercado de renda variável, a Bovespa mal teve tempo de digeri-la: levou um tombo de 2% no pregão desta quarta-feira, 5, pressionada pela venda generalizada de papéis, sob influência do sinal negativo das Bolsas internacionais. Nos Estados Unidos, os indicadores fracos puxaram os mercados acionários para baixo em meio à leitura sobre a fraqueza econômica do país.

O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 2,26%, aos 52.798,63 pontos, menor nível desde 25 de julho de 2012 (52.607,54 pontos). Na mínima, registrou 52.774 pontos (-2,30%) e, na máxima, 54.207 pontos (+0,35%). No mês, acumula perda de 1,32% e, no ano, de 13,38%. O giro financeiro totalizou R$ 8,073 bilhões. Os dados são preliminares.

Os profissionais da mesa de renda variável foram unânimes em avaliar que o mercado externo foi o principal responsável pelo comportamento da Bovespa nesta sessão. Destacaram, contudo, que a redução do IOF para o ingresso de capital externo para a renda fixa também deu sua contribuição. "Isso foi mais pela manhã, depois, a queda das Bolsas lá fora azedou de vez o humor da Bovespa", comentou um operador.

Os dados que desagradaram foram a criação de vagas no setor privado dos EUA, divulgados pela ADP, e que mostraram 135 mil novos postos em maio, abaixo da projeção de 170 mil. Também o Departamento do Comércio informou que as encomendas à indústria de bens manufaturados dos EUA aumentaram 1% em abril, abaixo da expectativa de alta de 1,5%. E a produtividade da mão de obra no país subiu a uma taxa anual de 0,5% no primeiro trimestre do ano, ante previsão de +0,4%, enquanto o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços avançou para 53,7 em maio, de 53,1 em abril.

Os índices norte-americanos renovaram as mínimas à tarde. Foi quando o presidente do Federal Reserve (Fed) de Dallas, Richard Fisher, voltou a defender uma redução nas compras mensais de bônus promovidas pelo banco central dos EUA. Além disso, saiu o livro Bege, no qual o Fed afirma que a economia dos EUA continua a se expandir em um ritmo "modesto a moderado". O Dow Jones fechou em baixa de 1,43%, aos 14.960,59 pontos, o S&P 500 recuou 1,38%, aos 1.608,90 pontos, e o Nasdaq teve perda de 1,27%, aos 3.401,48 pontos.

A Bovespa acompanhou Wall Street com a venda agressiva por parte do investidor estrangeiro. Petrobras foi um dos destaques de baixa, ao cair 4,38% na ON - a terceira maior baixa do índice - e 3,24% na PN. Vale ON caiu 3,37% e PNA teve desvalorização de 3,73%.

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