Bovespa vai às mínimas, penalizada por Vale e exterior

A Bovespa acelerou a queda no início desta tarde, em meio ao recrudescimento dos mercados internacionais diante da piora da situação no Chipre. As perdas acentuadas nos papéis das blue chips, principalmente de Vale, intensificam as perdas dos negócios locais, que superam 1%.

OLÍVIA BULLA, Agencia Estado

19 de março de 2013 | 13h32

Às 13 horas, o Ibovespa era negociado na pontuação mínima do dia em queda de 1,50%, aos 56.116,86 pontos. O índice à vista era pressionado pela quedas de papéis ligados aos negócios com minério de ferro, após o Goldman Sachs cortar as projeções para o preço da commodity em 2013, 2014 e 2015.

No topo do ranking dos principais destaques de baixa estava CSN ON, com -4,74%, seguida por MMX ON, com -4,70%. A empresa de Eike Batista é penalizada também pelo lucro líquido apurado no último trimestre do ano passado.

Na sequência apareciam Bradespar PN (-3,99%), Vale ON e Vale PNA, com -3,94% e -3,74%, reagindo em baixa à redução do preço-alvo dos recibos de depósitos de ações (ADRs) feito pela Goldman Sachs. Segundo um operador, a notícia de que o texto do novo código que vai regulamentar o setor de mineração deverá ser entregue até o fim de março acentuou as perdas da maior mineradora brasileira.

No mesmo horário, no exterior, as principais bolsas europeias aceleram a queda, sobretudo os mercados acionários em Madri e em Milão, em meio a informações de fontes de que o ministro de Finanças do Chipre renunciou e que o partido do governo irá se abster da votação do controverso resgate financeiro à ilha. Em Nova York, o índice Dow Jones cedia 0,24%, às 13 horas.

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