Bovespa vira e passa para o terreno positivo

Às 12h11, o principal índice da Bolsa paulista subia 0,37%, aos 69.838 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado,

26 de outubro de 2010 | 12h21

Após operar com volatilidade no início do pregão, com ações das blue chips (primeira linha) operando em pontas opostas, a Bovespa se firmou no campo positivo, mas sem grande fôlego, descolando-se de Wall Street. Enquanto siderúrgicas registram desvalorização após a divulgação de perspectivas desfavoráveis para o quarto trimestre pela maior siderúrgica do mundo, a ArcelorMittal, Petrobrás segue em alta, o que ajuda a segurar o Ibovespa.

 

Às 12h11, o principal índice da Bolsa paulista subia 0,37%, aos 69.838 pontos, após ter alcançado máxima de 69.951 pontos (+0,53%) e a mínima de 69.055 (-0,76%). O giro financeiro era de R$ 1,29 bilhão, com previsão de R$ 7,88 bilhões para o fechamento. Em Nova York, o Dow Jones registrava perdas de 0,28% e o S&P 500 recuava 0,27%.

 

Petrobrás PN sobe 2,65% e ON opera com ganhos de 2,09%, ambas entre as maiores altas do Ibovespa, o que ajuda a segurar o índice no campo positivo. Segundo operadores, o papel passa por uma recuperação da forte queda acumulada no ano. Operadores lembram que o papel preferencial bateu a mínima de R$ 24,45, o que acaba estimulando compras. Fator lidera as compras do papel preferencial, seguido pela corretora Ativa e Bradesco.

 

Algumas empresas de construção também operam em alta nesta terça-feira, recuperando-se de quedas recentes. Destaque para Rossi (+2,03%) e PDG (+1,79%), ambas entre as maiores altas do Ibovespa. No setor também sobem Cyrela (+1,59%), BrMalls (+1,02%), Gafisa (+0,59%), MRV (+0,66%).

 

Também fazem parte da lista de maiores altas do Ibovespa Fibria (+2,52%), TIM PN (+2,38%), e Redecard (+2,19%).

 

Siderúrgicas

As siderúrgicas lideravam a lista de maiores baixas do Ibovespa após previsões desfavoráveis da ArcelorMittal para esse mercado no quarto trimestre de 2010. Usiminas ON lidera a lista com baixa de 3,10%, seguida por Usiminas PNA, com queda de 1,84%, Gerdau Metalúrgica PN, com perdas de 1,58%, Gerdau PN, com recuo de 1,50%, e CSN ON, registrando desvalorização de 1,52%.

 

Segundo o operador Leonardo Bardese, da Corretora BGC Liquidez, a empresa decepcionou o mercado ao fazer projeções mais fracas para o quarto trimestre em razão de uma esperada queda nos preços do aço e da demanda ainda fraca. "Esse é o trigger para a desvalorização do setor hoje", afirma.

 

O guidance negativo ofuscou o resultado da companhia no terceiro trimestre, quando a siderúrgica elevou seu lucro líquido para US$ 1,35 bilhão, ante US$ 903 milhões registrado no mesmo período do ano passado, enquanto o Ebitda cresceu para US$ 2,27 bilhões, de US$ 1,59 bilhão. O Ebitda ficou abaixo dos US$ 3,0 bilhões registrados no segundo trimestre deste ano, mas em linha com a previsão dos analistas ouvidos pela Dow Jones, de US$ 2,25 bilhões.

 

Vale PNA recua 0,37% e ON cai 0,48%, seguindo a direção dos metais no mercado internacional. Mais cedo os metais básicos operavam em baixa, pressionados pela leve alta do dólar e pelo tom fraco nas bolsas. 

Também figuravam entre as maiores baixas do Ibovespa Ambev PN (-2,40%) e Braskem PNA (-1,98%).

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