Bovespa volta a cair

Às 16h55, o Ibovespa operava em queda de 0,86%, a 66.679 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado ,

22 de fevereiro de 2011 | 12h44

Após operar a primeira hora do pregão em baixa, chegando a perder os 67 mil pontos, pressionada mais uma vez pelo temor em relação aos impactos dos conflitos no Oriente Médio e norte da África, a Bovespa reduziu o movimento de perdas, chegando a inverter o sinal, beneficiada pela alta das ações de empresas ligadas ao setor de petróleo, credenciadoras de cartão e ainda pela valorização das ações da TIM. Construtoras puxam as quedas.

Durante a tarde, porém, o Ibovespa voltava a cair, operando com queda de 0,86%, a 66.679 pontos às 16h55, após ter alcançado a mínima de 66.657 pontos (-1,03%) e a máxima de 67.424 pontos (+0,25%). O giro financeiro era de R$ 2,17 bilhões, com previsão para alcançar R$ 11,2 bilhões no encerramento do pregão. Em Nova York, o índice Dow Jones recuava 0,50% e o S&P 500 cedia 0,71%.

Operadores lembram que o clima de aversão ao risco continua como pano de fundo nos negócios desta terça-feira, mas questões corporativas também influenciam alguns títulos, como é o caso dos papéis da TIM. A ação PNA da operadora registra em alta de 2,13% e a ON sobe 1,90%, ambas entre as maiores altas do Ibovespa, após a companhia ter divulgado seus resultados financeiros do quarto trimestre de 2010 e do acumulado do ano.

Para o economista da Senso Corretora Antônio César Amarante, os resultados são bastante positivos e surpreenderam o mercado. A empresa registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,884 bilhão no quarto trimestre de 2010, aumento de 353,56% na comparação com os R$ 415,526 milhões do mesmo período de 2009.

No acumulado do ano, o lucro líquido soma R$ 2,212 bilhões, um crescimento de 176% ante os R$ 801 milhões de 2009. Os resultados foram apresentados no padrão internacional de contabilidade, o IFRS, e o comparativo com dados de 2009 são pro forma, incluindo a operação da Intelig.

Outro destaque de alta são as credenciadoras de cartões: Cielo e Redecard. Operadores lembram que esses papéis ficaram bastante depreciados no ano passado com a discussão sobre novas regras e aumento da concorrência, alcançando um patamar atrativo para compra. "Muitos bancos e corretoras soltaram relatórios com recomendação de compra para esses papéis nas últimas semanas", lembra um profissional.

Petrobrás e OGX também figuram entre as maiores altas, dando continuidade ao movimento visto ontem, quando os papéis de ambas as empresas subiram, beneficiados pelo aumento expressivo do preço do petróleo em razão dos conflitos no Oriente Médio e norte da África. Há pouco, Petrobrás PN subia 1,68% e a ON avançava 2,23%. Ainda sobre Petrobrás, há a notícia de que a estatal adquiriu 50% de participação em um bloco exploratório no Benin, país da África. O valor não foi revelado.

(Texto atualizado às 16h55)

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