Bovespa volta a cair e encerra a semana com perda de 4,43%

Após a alta da véspera, Ibovespa perde 2,15% nesta sexta-feira e volta ao patamar dos 49 mil pontos, ampliando a baixa no mês para 7,8% e, no ano, para 19,06%

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

14 de junho de 2013 | 18h33

A Bovespa bem que tentou dar continuidade à alta da véspera, mas diversos fatores contribuíram para a fuga de capital do mercado acionário doméstico na segunda metade do pregão desta sexta-feira, 14. Com as bolsas norte-americanas no vermelho e a proximidade do vencimento de opções sobre ações, na segunda-feira, 17, o principal índice da Bolsa voltou ao patamar dos 49 mil pontos, conduzido por Petrobrás, Vale e OGX, que tiveram fortes perdas. As três companhias correspondem aos cinco papéis de maior peso no Ibovespa.

O Ibovespa encerrou em baixa de 2,15%, na mínima do dia, aos 49.332,34 pontos, terminando a semana com perda de 4,43%. Na máxima da sessão, após a abertura, alcançou 50.656 pontos (+0,48%). No mês, a Bovespa tem desvalorização de 7,80% e, no ano, de 19,06%.

"A Bolsa pode se recuperar, como aconteceu ontem, mas a tendência continua sendo de queda. Hoje, com o exterior fraco e o vencimento na segunda-feira, além das notícias negativas envolvendo a Petrobrás, o Ibovespa não teve fôlego", relatou o operador de renda variável da H.Commcor Rafael Castro. A pressão de queda foi generalizada. Das 71 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas 10 fecharam no azul.

"Sexta-feira é fechamento de semana e muito investidor aproveitou para encerrar posição. Eles preferem aguardar o exercício (do vencimento de opções sobre ações, marcado para a próxima segunda-feira) para voltar a comprar", explicou.

No caso da Petrobrás, as ações ON e PN recuaram 4,73% e 3,94%, respectivamente, prejudicadas pelo noticiário corporativo, após decisão da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), vinculada ao Ministério da Fazenda, de impedir que a estatal faça operações de exportação e de importação. A procuradoria revogou a Certidão Negativa de Débitos da estatal, em meio a uma disputa judicial com a Receita Federal.

Em resposta, a Petrobrás esclareceu que está tomando medidas para, "num breve espaço de tempo", restabelecer a Certidão Negativa de Débito e assegurou que não há risco de desabastecimento de petróleo e derivados no País.

Ainda entre as blue chips, OGX ON teve o pior desempenho do Ibovespa, com tombo de 7,62%, após a agência de classificação de risco Fitch rebaixar o rating da companhia do grupo EBX, de Eike Batista, para CCC, com perspectiva negativa. Na esteira, Vale ON fechou em queda de 2,62% e Vale PNA perdeu 1,29%.

Entre os destaques de queda do Ibovespa, depois de OGX ON, ficaram Gafisa (-7,26%), MMX ON (-7,01%), JBS ON (-5,80%) e LLX ON (-5,56%).

Já as principais altas foram Eletropaulo PN (+9,27%), Ambev PN (+2,17%), Br Properties ON (+1,94%), CSN ON (+1,10%) e Ultrapar ON (+0,79%).

Em Nova York, os principais índices de Wall Street fecharam no vermelho, em reação à divulgação de dados econômicos norte-americanos aquém do esperado. Dow Jones encerrou em queda de 0,70%, o S&P 500 recuou 0,59% e o Nasdaq registrou baixa de 0,63%.

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