Bovespa volta a mostrar indefinição e cai na abertura

De novo, o mercado doméstico amanhece indefinido aguardando a abertura do pregão regular em Nova York. Às 10h10, o Ibovespa (o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo) recuava 0,11%, enquanto os índices futuros de ações norte-americanos operavam perto da estabilidade, reagindo com certa apatia aos balanços que saíram hoje. A alta de 6% das ações da General Motors, que divulgou resultado, não está sendo suficiente para influenciar o S&P 500, que avançava apenas 0,08% por volta das 10 horas. Da mesma forma, o Nasdaq, em alta de 0,22%, não parece estar sentindo a queda de 13% das ações da Amazon.com, que ontem publicou seus dados. A expectativa hoje está concentrada no livro bege, que sai às 15 horas. Mas o documento, um resumo das condições da economia nos Estados Unidos que serve de base para próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), só deverá mexer com os negócios se trouxer alguma sinalização diferente da apontada nos comentários do presidente do Fed (o banco central dos EUA), Ben Bernanke, que na última semana disse que há sinais de desaceleração na atividade econômica. Além da ata do Fomc, o Fed de Chicago divulga às 11 horas o índice de atividade industrial de junho. O mercado também pode ser influenciado pela movimentação nos negócios com petróleo, que estão subindo, mas a direção só deverá ser dado após a divulgação dos dados de estoques do óleo, gasolina e derivados. Ontem, depois de oscilar muito durante o dia, o Ibovespa fechou em alta de 1,26%, zerando as perdas de julho. O problema maior da Bolsa é a falta de capital externo. A saída líquida acumulada no ano na Bovespa atingiu R$ 1,418 bilhão com a retirada de R$ 157,11 4 milhões registrada no dia 21 de julho. Esse é o maior déficit acumulado no ano. E a expectativa dos analistas é de que o capital externo só deverá voltar à bolsa paulista a partir de setembro, com o fim das férias de verão no Hemisfério Norte. Setembro, portanto, será crucial para saber se essa saída de fluxo é temporário ou faz parte da nova realidade do mercado. No Brasil, o destaque do dia é a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), ao meio-dia, que pode aprovar a nova regra para cobertura cambial. A expectativa é grande mas reação será mais sentida no mercado de dólar. Hoje a Embratel registrou lucro líquido de R$ 131,5 milhões no segundo trimestre, um aumento de 40,6% sobre os R$ 93,6 milhões de igual período de 2005. A receita líquida avançou 9,6%, para R$ 2,038 bilhões, e os custos aumentaram 7,3%, para R$ 1,086 bilhão.

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