Bovespa volta para o terreno positivo no início da tarde

Investidores mantêm um olho no petróleo - que segue com valorização, em decorrência dos conflitos no Oriente Médio e no norte da África, - e outro nas oportunidades de ocasião

Marisa Castellani, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 11h31

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em leve alta, foi para o campo negativo e, no início da tarde, voltou a subir. Os investidores mantêm um olho no petróleo e outro nas oportunidades. Hoje, a commodity segue em alta, em decorrência dos conflitos no Oriente Médio e no norte da África, e as bolsas internacionais começaram atrás de uma retomada. Na máxima chegou a bater os US$ 110. Às 12h40 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,75%, aos 66.885 pontos.

A alta do petróleo tem favorecido as empresas do setor, ao mesmo tempo em que gera temor de que se torne um freio no processo de retomada econômica global. Esse receio afeta os metais, em meio aos temores de que a alta do petróleo leve a medidas de combate à inflação, desacelerando a recuperação global.

Petroleiras como Repsol YPF, Wintershall, Eni e Total informaram a paralisação ou previram problemas na produção na Líbia, que mantém seus portos fechados. A Arábia Saudita, maior produtora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), já havia acenado com a disposição de aumentar sua produção para cobrir o déficit da Líbia. Mas analistas têm comentado que isso poderia não ser suficiente para segurar os preços do petróleo, em um cenário global em que a inflação voltou à cena. Teme-se também uma contaminação dos protestos políticos para outros países produtores de petróleo, como Argélia e Irã.

Além de Petrobras e OGX continuarem sendo favorecidas pela alta do petróleo, o setor de bancos, que caiu muito ontem, pode atrair investimentos. Ontem, de acordo com operadores, os estrangeiros se fizeram presentes na compra de ações e, se essa disposição continuar hoje, ela poderá se refletir no Ibovespa.

Hoje foram divulgados os balanços de Gol, Usiminas e Weg. A Gol obteve lucro líquido de R$ 132,2 milhões no quarto trimestre de 2010, o que representa queda de 66,8% ante os R$ 397,8 milhões de igual período de 2009. Em 2010, a companhia obteve lucro líquido de R$ 214,197 milhões, uma queda de 76% ante os R$ 890,832 milhões de 2009, considerando o padrão contábil internacional (IFRS).

A Usiminas registrou lucro líquido de R$ 413 milhões no quarto trimestre de 2010, 38% abaixo do obtido no mesmo período do ano anterior, também pelo padrão IFRS. Em 2010, a siderúrgica mineira lucrou R$ 1,584 bilhão, 24% acima do resultado obtido em 2009. Já a Weg, fabricante de equipamentos e motores, anunciou lucro líquido consolidado atribuível aos acionistas de R$ 519,782 milhões, pelo padrão IFRS, o que representa uma queda de 5,6% ante os R$ 550,543 milhões de 2009. Após o fechamento do mercado, Natura, Pão de Açúcar e Ultrapar vão divulgar seus balanços.

(Texto atualizado às 12h40)

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