Bovespa volta subir, ajudada por siderúrgicas e bancos

Ibovespa termina com ganho de 1,45%, aos 55.671 pontos, mas ainda acumula perda de 3,05% no mês, e de 8,66% no ano

Claudia Violante, da Agência Estado,

26 de março de 2013 | 18h05

A alta das Bolsas norte-americanas foi um incentivo para o investidor doméstico minimizar parte das perdas acumuladas nos cinco pregões anteriores. A Bovespa encerrou em alta nesta terça-feira, com destaque para papéis de companhias que divulgaram balanços, como Light e Gol, e ações de siderúrgicas e bancos.

O Ibovespa terminou o dia com valorização de 1,45%, aos 55.671,39 pontos. Na mínima, registrou 54.879 pontos (+0,01%) e, na máxima, 55.763 pontos (+1,62%). No mês, acumula baixa de 3,05% e, no ano, de 8,66%. O giro financeiro somou R$ 6,131 bilhões. Os dados são preliminares.

A avaliação dos profissionais do mercado é que a Bovespa aproveitou os indicadores positivos nos Estados Unidos e a trégua externa para recuperar parte das perdas recentes. "Foi muito mais uma correção de preços do que o cenário externo puxando", avaliou Marcio Cardoso, sócio-diretor da Título Corretora.

Dos indicadores divulgados nos EUA, destaque para os dados de encomendas de bens duráveis e do setor imobiliário, que ajudaram a puxar os índices em Wall Street para cima. O Dow Jones terminou o pregão com ganho de 0,77%, o S&P teve valorização de 0,78% e o Nasdaq subiu 0,53%.

Internamente, Vale e siderúrgicas operaram em alta, essas últimas com avanço na casa de 4%. Gerdau PN subiu 4,25%, Metalúrgica Gerdau PN disparou 4,42% e Usiminas PNA saltou 4,49%. CSN ON avançou menos, 1,66%. Vale ON terminou com ganho de 0,58% e a PNA, de 1,07%.

Petrobras se mostrou volátil e em boa parte da sessão em baixa. Profissionais citaram que uma das razões foi o relatório da Fitch, que manteve a nota de crédito da estatal em BBB, dentro da faixa de grau de investimento, apesar de a petroleira ter revelado alta na alavancagem e na dívida no ano passado. Para a Fitch, a empresa terá necessidade de financiamento acima de US$ 12 bilhões ao ano, para garantir a execução do seu plano de negócios, e isso pressionou os papéis, comentou um gestor.

Após o fechamento de Nova York, no entanto, os papéis voltaram a melhorar e encerraram em +0,06% na ON e em -0,21% na PN.

OGX, que divulga balanço nesta noite, teve um pregão extremamente volátil, operando entre a mínima de -2,18% e a máxima de 4,37%. Terminou em alta de 0,44%.

O setor financeiro também subiu, estimulado pelos dados de crédito do Banco Central: Bradesco PN (+1,37%), Itaú Unibanco PN (+1,06%), BB ON (+0,79%) e Santander Unit (+0,91%).

Mais conteúdo sobre:
Bovespafechamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.