BR Properties tenta captar R$ 1,7 bilhão em ações

A BR Properties, empresa do setor imobiliário, anunciou ontem os detalhes de uma oferta pública primária e secundária de ações que pode chegar a um valor de R$ 1,7 bilhão. De acordo com o comunicado divulgado pela companhia, os recursos serão usados em grande parte na aquisição de imóveis, mas também na área de desenvolvimento e incorporação. "Estamos em negociações avançadas para aquisição de diversos imóveis, entretanto, ainda não temos uma posição definida sobre quais ativos de fato iremos adquirir", diz o documento.

Luana Pavani e Naiana Oscar, da Agência Estado

18 de fevereiro de 2010 | 09h10

 

Serão distribuídas inicialmente 71,8 milhões de ações ordinárias, cujos preços devem variar entre R$ 14 e R$ 18, mas esse valor só será definido com o fim do processo de intenções de investimento, que vai até 4 de março. A negociação dos ativos começará no dia 8.

 

A companhia controla 46 imóveis nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte, que em conjunto representam um valor total de mercado de R$ 1,7 bilhão. A empresa, basicamente, mantém suas propriedades sob locação, especialmente escritórios - o que acarreta numa lenta formação de capital. A oferta de ações vem para aumentar de forma expressiva a capacidade de investimento e a ampliação do portfólio.

 

Por trás da BR Properties estão nomes de peso como a GP Investiments, o banco americano Lehman Brothers, a família Safra e os donos do Empire State Building. A empresa abriu capital em janeiro de 2006, mas desde então não havia negociado suas ações. Ensaiou uma tentativa em 2008, mas abortou a ideia depois da crise do subprime nos Estados Unidos. Na oferta

anunciada ontem, está previsto que alguns acionistas vão vender 12 milhões de ações ordinárias no lote adicional, o equivalente a até 17% da quantidade original. A oferta prevê, ainda, um lote suplementar de até 15%.

 

Entre os acionistas que devem vender parte de suas ações estão o GP Investments, por meio de três fundos e controladas (GPCM, Private Equity Partners A e Private Equity Partners B), e os empresários João Roberto Marinho e José Roberto Marinho. A oferta ao varejo será de no mínimo 10% e máximo de 15%. O período de reserva é de 24 de fevereiro até 3 de

março. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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