Bradesco tem lucro de R$ 6,3 bi em 2006, alta de 15,4%

O Bradesco registrou lucro líquido de R$ 6,363 bilhões em 2006, o que representa um crescimento de 15,4% em relação ao ano anterior. Ao incorporar os efeitos de amortização integral de ágios ocorrida no terceiro trimestre, referente a aquisições realizadas pelo banco, o resultado no ano foi de R$ 5,054 bilhões, com queda 8,3% em relação a 2005.No relatório que acompanha o balanço anual, o Bradesco apresentou ainda um terceiro resultado, de R$ 6,649 bilhões, que exclui os eventos extraordinários ocorridos no período e as amortizações de ágios do 1º semestre de 2006.Somente no quarto trimestre, o Bradesco apresentou lucro recorrente de R$ 1,620 bilhão, praticamente estável ante o período entre julho e setembro (alta de 0,6%). O retorno sobre o patrimônio, por sua vez, atingiu 32,3%. Ao considerar ganhos extraordinários dos últimos três meses do ano, como a venda na participação na Usiminas, o resultado da instituição no trimestre sobe para R$ 1,703 bilhão.Os ativos totais do banco somaram R$ 265,5 bilhões, alta de 27,2% em relação a dezembro de 2005. Desse total, R$ 96,2 bilhões ou 36,2% são representados pelas operações de crédito e de arrendamento mercantil, destacou a instituição financeira, no relatório que acompanha o balanço anual.Em 31 de dezembro de 2006, o patrimônio líquido do Bradesco era de R$ 24,636 bilhões. Os dados são consolidados.CréditoA carteira de crédito do Bradesco atingiu R$ 116,225 bilhões em 2006, o que representa um crescimento de 24,2% no ano e de 5,4% no trimestre. Sem considerar avais e fianças e valores a receber de cartões de crédito, a carteira somou R$ 96,219 bilhões, com alta de 18,6% no ano e de 4,6% no trimestre.No segmento pessoa física, o banco apresentou um aumento de 19,2% nos empréstimos no ano e de 2% no quarto trimestre. Sem considerar as carteiras adquiridas, a evolução foi de 27,1% no ano e de 3,7% no trimestre, informa a instituição, no relatório que acompanha o balanço anual.Para pessoa jurídica, a carteira cresceu 18,2% no ano, basicamente em operações no exterior, repasses do BNDES e capital de giro. No trimestre, o crescimento foi de 6,4%. Nas pequenas e médias empresas, os empréstimos aumentaram 23,8% em 2006 e 7% nos últimos três meses do ano. Para as grandes empresas, a expansão foi menor, de 12,8% no ano e de 5,9% no trimestre. "É importante mencionar que 91,3% das operações de avais e fianças são originadas por grandes empresas", observa o banco, no relatório.

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