Brasil capta US$ 360 milhões em bônus na Europa

Depois de um ano, o governo brasileiro voltou ao mercado europeu e captou ontem ? 300 milhões (cerca de US$ 360 milhões) em títulos com vencimento em 2015. Foi a segunda emissão externa do ano. Apesar de a venda ter sido menor do que a oferta inicial de ? 500 milhões, o Tesouro conseguiu reduzir o custo da captação. Os investidores europeus pagaram um preço mais caro para adquirir os papéis brasileiros, comprando-os a 113,428% do valor de face. Ou seja, aceitaram pagar ágio. Geralmente, os papéis são vendidos com deságio. O motivo para a redução do custo foi o risco país, que nas últimas semanas vem batendo recordes sucessivos de queda. A última vez que o Tesouro lançou bônus da República no mercado europeu foi no fim de janeiro do ano passado, quando vendeu pela primeira vez ? 500 milhões do papel com vencimento em 2015 a 98,88% do valor de face (ou seja, com deságio). Com os recursos obtidos na emissão de ontem, subiu para US$ 4,86 bilhões o total captado pelo Tesouro para honrar os compromissos com o pagamento dos títulos que vencem neste ano e em 2007. A estratégia para 2006 e 2007 considera uma captação total de US$ 9 bilhões. Com prazo de 9 anos, os papéis emitidos ontem foram vendidos com taxa de retorno ao investidor de 5,448% ao ano, ante 7,55% na primeira emissão. O spread - diferença entre o juro do título e a taxa de juros de referência européia para o mesmo prazo - foi de 185 pontos base. Segundo fonte ouvida pelo Estado, o objetivo da operação foi aumentar o volume desse papel no mercado. Com maior volume, o título poderá agora ser negociado no MTS, uma plataforma de negociação eletrônica de títulos da Europa. No fim de 2005, o limite para que um papel pudesse ser negociado no MTS caiu para 750 milhões. Como o volume de Euro 2015 no mercado era de ? 500 milhões, o Tesouro reabriu a emissão.

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2006 | 08h14

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