Brasil ocupa 11º lugar em ranking internacional de fundos

A indústria brasileira de fundos de investimento ultrapassou a da Espanha e ocupava a 11ª posição no ranking internacional do setor, de acordo com informações divulgadas hoje pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). O levantamento considera o volume de recursos em cada país com base nos dados do 1º trimestre, quando o patrimônio do setor no País era de US$ 360,8 bilhões. Na análise do vice-presidente da entidade, Marcelo Giufrida, a classificação brasileira poderia ser ainda melhor, já que, ao contrário de alguns países, as estatísticas brasileiras não contabilizam os fundos de cotas (FICs), a fim de eliminar a dupla contagem. Ele lembra ainda que locais como Luxemburgo e Irlanda, que aparecem em segundo e sexto lugares do ranking, respectivamente, são considerados paraísos fiscais e centros de processamento de fundos. "Se não fossem esses dois fatores, o Brasil poderia figurar na quinta colocação", projetou. Na comparação com os demais emergentes, o Brasil aparece à frente de países como Coréia do Sul (14ª colocada), México (24ª), Índia (25ª), Turquia (29ª), Argentina (36ª) e Rússia (37ª), destacou o executivo. Os Estados Unidos seguem na liderança do ranking, com US$ 19,1 trilhões em recursos administrados. Ao lado do Reino Unido, quinto colocado, os portfólios do país se caracterizam por possuir uma maior exposição em ativos de renda variável, segundo Giufrida. Já nos demais mercados europeus, Brasil e Japão (9º colocado), a concentração maior dos fundos está em títulos de renda fixa.

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