Brasil quer vender etanol sem imposto aos EUA, diz Furlan

O Brasil poderá negociar com os Estados Unidos uma determinada cota de exportações do etanol brasileiro para aquele país, livre de impostos, "para ajudar" no desafio lançado pelo presidente George Bush para o aumento do consumo de etanol no mercado americano, segundo adiantou hoje o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. Segundo o ministro, o etanol estará em destaque na pauta da conversa que acontecerá na semana que vem, no Brasil, entre Bush e o presidente Lula.Em entrevista após participação em evento sobre tecnologia no Rio, Furlan explicou que o governo brasileiro vem conversando com o presidente Bush sobre o etanol desde 2003 e lembrou que, atualmente, metade das exportações brasileiras do produto vai para o mercado americano. "Um caminho favorável, para ajudar o programa americano (de etanol) é estabelecer uma determinada cota para o produto brasileiro, livre de imposto, para cobrir a meta determinada nos EUA", explicou.De acordo com Furlan, o etanol brasileiro poderia abastecer especialmente a costa leste americana. Ele disse que o governo do Brasil não tem uma meta de exportações para o etanol, já que o "grande mercado" para o produto é o doméstico.Ele não acredita que uma decisão sobre cotas de exportações do etanol brasileiro para os EUA ocorra na semana que vem, já que Lula estará nos Estados Unidos dentro de um mês, quando as conversas em torno do assunto deverão prosseguir.TurbulênciaO ministro disse que a a turbulência no mercado mundial nos últimos dias "pode ser uma boa oportunidade para os investidores (no Brasil), porque a performance de empresas brasileiras não tem um milímetro de afetação, as exportações da Vale (Companhia Vale do Rio Doce) ou a produção do setor automotivo não foram afetadas", disse.Para Furlan, a turbulência é uma "acomodação" do mercado a um período de forte crescimento. Para Furlan, o Brasil "está em muito boas condições" para enfrentar a turbulência e a queda na bolsa brasileira é conseqüência apenas de "um alinhamento da globalização". Ele concedeu rápida entrevista após participar de evento sobre tecnologia em Copacabana, na zona Sul do Rio.

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