Braskem: integração com Ipiranga ultrapassará US$ 500 mi

O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, disse hoje que a integração dos ativos da Ipiranga à companhia trarão sinergias superiores a US$ 500 milhões em valor presente líquido. Conforme o executivo, esse ganhos ainda estão sendo detalhados e poderão crescer em algumas centenas de dólares."Na reunião com analistas para comentar o desempenho da companhia no primeiro trimestre, já teremos o valor mais preciso", afirmou. Ele explicou que essas sinergias preliminares consideram uma fotografia final da companhia a partir da maior integração dos ativos de primeira e segunda geração e não levam em conta as sinergias ficais.Em reunião com analistas da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), em São Paulo, Grubisich destacou que com a aquisição da área petroquímica do Grupo Ipiranga, a receita líquida da Braskem sobe para US$ 7,8 bilhões, uma alta de 40% frente a 2006 e o Ebitda (ganho antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia alcança US$ 1,4 bilhão. "Em termos de Ebitda, nós colocamos como a sétima maior petroquímica do mundo. Mas queremos buscar também essa colocação em termos de reconhecimento do mercado quanto ao valor da companhia", complementa.Segundo o executivo, a empresa vai buscar nos próximos trimestres a classificação grau de investimento junto às principais agências de risco. Ele destacou que a Braskem sai da operação de compra de ativos da Ipiranga com a mesma estrutura de capital que tinha antes do negócio, inclusive no que tange à relação dívida líquida/Ebitda.Conforme Grubisich,o cronograma para os projetos da companhia na Venezuela está mantido e a empresa pretende investir entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões na produção de resinas hidrocarbônicas, utilizadas principalmente em adesivos. "Temos uma série de projetos estratégicos que visam a criação de valor para a companhia. Dentre eles, a produção eteno e propeno a partir de etanol", acrescentou.CopesulO presidente da Braskem disse que a companhia e a Petrobras irão desembolsar, juntas, US$ 688 milhões na terceira etapa da operação de compra dos ativos do Grupo Ipiranga, a qual corresponde à realização de oferta pública de fechamento de capital da Copesul, Central de Matérias Primas do Pólo de Triunfo.Do total previsto, US$ 413 milhões correspondem ao desembolso da Braskem e U$$ 275 milhões ao gasto da estatal. Conforme a companhia, o preço de aquisição das ações já esta estabelecido e o pagamento aos acionistas será realizado em dinheiro. "Temos duas avaliações destes ativos. Uma delas feita pelo Deutsche Bank que fez a avaliação do Grupo Ipiranga para o Ultra", comentou o vice-presidente financeiro da Braskem, Carlos Fadigas.Na primeira etapa da operação, o desembolso da Braskem será de US$ 309 milhões, parte em caixa e parte via empréstimos já definidos. Além disso, a petroquímica do Grupo Odebrecht assumirá passivos da ordem de US$ 532 milhões. Na segunda fase do negócio, na qual a Ultrapar realizará ofertas públicas de compra de ações Ordinárias (ONs) das empresas do Grupo Ipiranga, o desembolso da Braskem alcançará US$ 131 milhões. E, na quinta etapa, quando a Ultrapar entregará 60% do capital da Ipiranga Química para a Braskem e 40% para a Petrobras, os desembolsos da petroquímica privada totalizarão US$ 279 milhões."Dessa forma, para a Braskem, o valor total da operação será de US$ 1,1 bilhão mais US$ 532 milhões em dívida assumida", comentou Grubisich. Segundo ele, a expectativa é a de que o fechamento de capital da Copesul transcorra com tranqüilidade uma vez que o valor oferecido das ações é justo. "Essa operação deve ser levada ao mercado nas próximas semanas", acrescentou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.