Braskem vende US$ 400 milhões em bônus de dez anos

A taxa de retorno, de 7% ao ano, é uma das mais baixas entre emergentes nesta semana, segundo fonte

Regina Cardeal, da Agência Estado,

30 de abril de 2010 | 18h16

A petroquímica Braskem vendeu US$ 400 milhões em bônus de dez anos ao par (100% do valor de face), oferecendo yield (retorno) de 7%, segundo pessoa próxima à transação. "É um dos mais baixos yields registrados nos mercados emergentes esta semana", disse a fonte. Segundo ela, a Braskem optou por reduzir o tamanho da oferta para evitar pagar yields mais altos numa semana de transações muito voláteis por causa da crise fiscal na zona do euro. Originalmente, a Braskem planejava vender US$ 750 milhões em bônus no exterior.

Os papéis com vencimento em 7 de maio de 2020 têm cupom (juro nominal) de 7%. O spread ficou em 33,7 pontos-base acima dos Treasuries. A emissão tem ratings Ba1, da Moody's, e BB+ da Standard & Poor's e Fitch.

Entre os emissores desta semana estão a Pan American Energy, segunda maior produtora de petróleo e gás da Argentina, controlada pela BP, que vendeu US$ 500 milhões em bônus para 2021 com yield de 8,125%, a companhia nacional de petróleo e gás do Casaquistão KazMunaiGas, ou KMG, que teve de pagar 7,25% sobre sua captação de US$ 1,5 bilhão em bônus de dez anos. A brasileira Fibria Celulose SA ofereceu 7,625% para os US$ 750 milhões em papéis de dez anos, enquanto a Marfrig Frigoríficos e Comércio de Alimentos Ltda vendeu US$ 500 milhões em bônus de dez anos a 9,75%. As informações são da Dow Jones.

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