BRT despenca com relação de troca para Oi

Analistas explicam que os acionistas minoritários da BrT ainda poderão contestar os valores de troca fixados

Fabiana Holtz, da Agência Estado,

25 de março de 2010 | 12h55

Perto das 12h30, as ações da BrT PN recuavam 6,27%, liderando entre as maiores baixas do Ibovespa, e as ON despencavam 16,16%, com o mercado se ajustando à nova relação de troca de ações da Oi com a empresa. A nova relação é de 0,3955 ação ordinária da Telemar para cada ação ordinária da BrT e de 0,2191 ação preferencial classe C da Telemar para cada ação preferencial da BrT.

 

No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,74%, aos 69.422 pontos. Em Nova York, o Dow Jones subia 0,89% e o S&P 500 avançava 0,96%.

 

O processo de incorporação foi suspenso pelo grupo Oi em janeiro, após a descoberta de um esqueleto judicial avaliado em R$ 2,5 bilhões, referente aos antigos planos de expansão do sistema Telebrás.

 

Na avaliação do analista Beatriz Battelli, da Brascan Corretora, os novos valores informados hoje representam uma redução de 20,8% em comparação com a proposta inicial de troca, de 0,276484 BrT PN por TMAR7, e ficaram abaixo da expectativa, que era de 0,2307.

 

"As ações deverão se ajustar no curto prazo a essa nova relação. Atentamos, no entanto, para a possibilidade dos acionistas da BrT não aprovarem as novas relações, o que impediria a absorção da BRT pela TMAR, podendo trazer ineficiências fiscais para a

companhia", destaca a analista em relatório.

 

Segundo a Brascan, os acionistas minoritários da BrT ainda poderão contestar os novos valores, uma vez que o fato relevante divulgado em abril de 2008 não levantava a possibilidade de alterações na relação de substituição, em função de ajustes contábeis, tais como elevação de provisões.

 

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