Busca por pechincha limita queda dos metais

Commodities metálicas estão se estabilizando depois de recuarem acentuadamente com os mercados de ações e temores de mais aperto monetário na China, que pode reduzir a demanda por matérias-primas

Regina Cardeal, da Agência Estado,

20 de janeiro de 2011 | 10h18

Os metais básicos estão se estabilizando na London Metal Exchange (LME) depois de recuarem acentuadamente com os mercados acionários e os temores de mais aperto monetário da China, que pode reduzir a demanda pelas commodities. A queda é limitada pela atuação dos compradores de pechinchas em alguns metais, particularmente no cobre que perdeu quase 3% desde registrar uma máxima recorde na manhã de quarta-feira.

John Meyer, analista de metais e mineração da corretora Fairfax IS, de Londres, disse que a especulação disseminada de que a China vai ampliar o aperto está direcionando os preços dos metais hoje. "O mercado pode ver o crescimento de 10,3% do PIB da China em 2010 como excessivo e exigir mais moderação com taxas de juro mais altas", disse.

O aumento da produção do maior consumidor de commodities do mundo também aliviou as preocupações com a oferta, que vinham sustentado preços elevados em todo o complexo de metais. A produção de cobre refinado da China subiu 12% no ano passado, para 4,79 milhões de toneladas, segundo o birô de estatísticas da China. A produção de alumínio cresceu 19,9%, a de zinco subiu 19,7% e a de níquel avançou 24%.

Às 9h07 (de Brasília), o contrato para três meses do cobre na LME caía 0,8% para US$ 9.501,75 por tonelada. O alumínio recuava 0,3% para US$ 2.423 por tonelada e o níquel cedia 0,4% para US$ 25.580 por tonelada. O estanho é o único metal em alta, sustentada pelo persistente temor com a oferta. O estanho subia 0,3% para US$ 26.900 a tonelada. O chumbo caía 1,3% para US$ 2.497 por tonelada.

O Grupo Internacional de Estudo do Chumbo e do Zinco (ILZSG, na sigla em inglês) disse que a produção global de chumbo refinado subiu 5,8% entre janeiro e novembro passados, sobretudo por causa do crescimento na produção chinesa. Embora o mercado tenha registrado superávit, a demanda mundial por chumbo refinado no mesmo período subiu 6,3%, impulsionada por um aumento no uso aparente da China de 8,2% e pela recuperação na Europa e Japão após fortes reduções em 2009.

O crescimento da demanda por zinco também superou a oferta nos 11 primeiros meses de 2010, segundo o ILZSG. A produção mundial de zinco refinado, que subiu 14,5%, foi impulsionada pelo aumento da produção na Bélgica, Brasil, Peru, China, Índia e EUA.

"As principais influências para o aumento no uso mundial de zinco refinado, de 16,7%, foram as fortes recuperações na demanda na Europa, Japão e República da Coreia juntamente com o crescimento da demanda aparente da China, de 14,9%", disse a organização com sede em Lisboa.

Às 9h07 (de Brasília), o zinco para três meses recuava 0,9% para US$ 2.369 a tonelada na LME. As informações são da Dow Jones.

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