Caixa promete financiar 500 mil imóveis este ano

O mercado imobiliário vai continuar aquecido em 2007, na avaliação da Caixa Econômica Federal, que espera financiar pelo menos 500 mil famílias com empréstimos para aquisição de imóveis novos e usados, construção e reforma de imóveis. A expectativa é da presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, e do ministro das Cidades, Márcio Fortes, que informaram que em 2006 o banco financiou R$ 13,8 bilhões em habitação, o maior volume já destinado ao setor pela instituição financeira. Esse total significou um aumento de 51% em relação aos R$ 9,1 bilhões aplicados pela Caixa no ano anterior. No ano passado, a Caixa fechou 600,3 mil contratos para os variados tipos de empréstimos. Em São Paulo, foram 434 mil contratos, quase dois terços do total, que somaram R$ 3,9 bilhões em empréstimos. Maria Fernanda confirmou na terça-feira (dia 16) o orçamento original da instituição para este ano, de R$ 12 bilhões para empréstimos habitacionais, valor que daria para fechar pelo menos 515 mil contratos. Esses recursos virão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e recursos próprios da Caixa. Fortes disse, no entanto, que o orçamento é ?conservador? e espera que até o fim seja alcançado, pelo menos, o valor do ano passado. ?Certamente esse orçamento será incrementado com as medidas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que serão anunciadas pelo presidente Lula?. O PAC deve ser anunciado no dia 22. Ele informou que começa a ganhar corpo entre ministros a idéia de unificar esforços, hoje dispersos em vários ministérios, para ampliar os benefícios dos programas sociais. Segundo Fortes, o governo não entrega hoje ?apenas conjuntos habitacionais, mas está construindo verdadeiras cidades, com até 10 mil casas de uma vez.? A proposta é viabilizar nesses locais, além das redes de energia elétrica, água e esgoto, a construção de restaurantes e farmácias populares, por exemplo. Fortes disse que conversou esta semana sobre o assunto com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. A presidente da Caixa atribuiu o desempenho de 2006 às políticas adotadas pelo governo nos últimos dois anos, que incluíram de medidas de estímulo ao setor da construção civil - como desoneração de tributos - ao aumento do orçamento do FGTS para habitação. Segundo Maria Fernanda, uma das apostas para deslanchar o setor, no âmbito do PAC, é o aumento nos recursos destinados ao subsídio da compra da casa própria por famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 1,75 mil). Os recursos serão garantidos pela manutenção da parcela extra de 10% da multa rescisória paga por empresas em caso de demissão sem justa causa. Essa taxa rende R$ 1,4 bilhão por ano ao FGTS. No ano passado, 73% dos contratos fechados pela Caixa eram de famílias com essa renda.

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