Caoa/Hyundai vai investir R$ 1,2 bilhão em Goiás até 2010

O Grupo Caoa/Hyundai anunciou no domingo que investirá cerca de R$ 1,2 bilhão no País para a produção de veículos em Anápolis (GO). A construção da linha de montagem, que será inaugurada em março, custou ao grupo R$ 400 milhões para fabricar em torno de 10 mil veículos por ano. Mas, antes mesmo de a fábrica entrar em operação, os investidores anunciaram que vão injetar mais R$ 800 milhões no empreendimento e elevar a produção para 130 mil unidades/ano de cinco modelos de veículos até 2010."Nossos planos de crescimento são ousados e todos eles têm desdobramentos e profundos reflexos econômicos", afirmou Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente do Grupo. "Acreditamos na qualidade e na tecnologia dos produtos", disse. Andrade relatou que as vendas da marca Hyundai cresceram 248% entre 2005 e 2006, e há expectativa de triplicá-las este ano no Brasil."Nosso projeto ajudará a criar um sólido pólo industrial, trazendo empresas e criando riquezas de valor estratégico para o País", disse Andrade. No projeto da fábrica de veículos, o empreendimento é do Grupo Caoa e a tecnologia da Hyundai. Dessa união, nasceu uma montadora de capital nacional. "O que é muito positivo para o Brasil", acredita Akira Yoshikawa, diretor de Pessoas e de Organização do Grupo. Em três anos, serão criados 40 mil empregos, diretos e indiretos.As obras de construção civil e de instalação de equipamentos deverão ser concluídas no dia 15 de fevereiro. "Nesse dia, a equipe técnica da Coréia entrará em ação para funcionar a fábrica e entregar as primeiras unidades", afirmou Yoshikawa. O primeiro modelo de veículo é o caminhão Porter, de 1,8 tonelada, cuja produção anual será de 10 mil unidades. Dois novos modelos sport utility serão distribuídos a partir de outubro deste ano e outros dois modelos em 30 de janeiro do ano que vem.Há ainda planos para que a produção salte dos 130 mil para 250 mil unidades/ano. Para isso, porém, serão necessários mais investimentos, além do R$ 1,2 bilhão já anunciados. Em outra frente de trabalho, uma rede de distribuição, hoje com 40 revendedores, será ampliada para 80 revendedores. Isso porque o Grupo pretende entrar no competitivo mercado externo. A fábrica de Anápolis será a base exportadora para a América Latina. "Vamos distribuir esses veículos para toda América Latina e México, mercados onde a expectativa é a melhores possível", disse Yoshikawa.

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