Captação externa cresce e soma US$ 23,2 bi em 2005

As captações externas no ano passado apresentaram um crescimento de 59,1% em relação a 2004 e totalizaram US$ 23,26 bilhões, de acordo com dados divulgados hoje pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). Nos três primeiros meses deste ano, as captações externas somam US$ 7,3 bilhões. A associação destaca que, do total captado, 90,5% são títulos representativos de dívida de médio e longo prazos "o que indica o crescente apetite pelo investidor em tomar risco Brasil". Do total captado no ano passado, US$ 12,4 bilhões são referentes a emissões soberanas do País, US$ 4,6 bilhões de empresas e US$ 3,9 bilhões de instituições financeiras. De acordo com o vice-presidente da Anbid, Luiz Fernando Resende, a tendência para este mercado é uma redução da participação dos títulos da República e uma maior participação das empresas, que devem aproveitar o cenário de liquidez externa para realizar emissões de bônus perpétuos. O volume das captações realizadas por meio desse instrumento chega a US$ 4,4 bilhões, incluindo as três operações deste ano - Banco do Brasil, Cosan e Vicunha. "Mais duas empresas estão em fase de conversas para emitir perpétuos", antecipou Resende. Na análise do executivo da Anbid, o quadro externo continua positivo para investimentos, e pode melhorar ainda mais caso o Brasil obtenha a classificação "investment grade" das agências de risco. Ele não acredita, no entanto, que isso ocorra antes do final de 2007.

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