Casas Bahia quer virar loja de departamento

A Casas Bahia, a maior rede de eletrodomésticos e móveis do País, começa a virar uma grande loja de departamentos. Quem entra na unidade da Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo, onde funcionou o Mappin, encontra ótica, agência de viagens, perfumaria, artigos de cama, mesa e banho e chocolates, além de eletrodomésticos e móveis.?Vamos ser a Macy?s ou a Bloomingdale?s do Brasil?, prevê o diretor administrativo-financeiro da rede, Michael Klein. A Macy?s e a Bloomingdale?s são tradicionais lojas de departamentos dos Estados Unidos. A diferença é que essas duas redes começaram com o foco nas confecções e depois se expandiram para outros segmentos. No caso das Casas Bahia, a trajetória é inversa: dos eletrodomésticos e móveis para artigos de vestuário, entre outros.A oportunidade de agregar novos itens surgiu há dois anos, na primeira edição da SuperCasas Bahia, que funciona todo mês de dezembro no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo. ?Ali foi o nosso laboratório?, lembra Klein. Na época, a Nestlé montou um quiosque para vender chocolates, café e biscoitos aos visitantes. O resultado foi tão favorável que o projeto se expandiu para as lojas convencionais da rede. Hoje, há quiosques em 16 lojas.Depois vieram a ótica na loja da Praça Ramos e a agência de viagens SanCatur em seis unidades da rede. A última investida começou em fins de abril, quando foram abertos estandes para venda de perfumes importados em 32 lojas.Klein conta que está negociando a entrada na rede de uma joalheria que começará a funcionar antes do Natal, além de uma livraria, um espaço reservado para recarga de celulares, além da inclusão de artigos de cama, mesa e banho em outras unidades. Os acordos para compra desses itens estão sendo costurados com os fabricantes. Ele também pensa em vender louças, artigos de inox e ferramentas domésticas. ?Só não queremos entrar no setor de produtos perecíveis, que tem outra dinâmica?, diz Klein.No caso das empresas que abriram pontos-de-venda dentro das Casas Bahia, como a Nestlé e a SanCatur, elas vendem seus produtos e serviços e pagam um porcentual para as Casas Bahia, conta Klein, sem revelar os valores.O empresário diz que a decisão de agregar novos produtos nasceu da própria procura por parte dos clientes, detectada nas lojas. Além da marca forte, o grande guarda-chuva para abrigar os novos produtos e empresas que estão se agregando ao projeto das Casas Bahia é o crediário. É que o parcelamento das vendas no carnê ou no cartão de crédito é a linha-mestra que une todos os produtos e serviços oferecidos pela empresa. ?Se fôssemos mudar o nome das Casas Bahia, a nova marca seria a Loja do Crediário?, brinca Klein.

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