Cautela com cena externa e interna eleva juro futuro

As projeções das taxas de juros no mercado futuro voltaram a abrir em alta hoje. O mercado deve ter uma quarta-feira dominada pela cautela, na continuidade do movimento visto ontem. A sinalização dada na segunda-feira à noite pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, de que os juros norte-americanos vão continuar a subir, fez aumentar as preocupações aqui com a liquidez internacional. O núcleo da inflação no atacado, nos EUA, mais alto do que o esperado ajudou a nublar o horizonte. A questão política interna ganhou peso, com a crise envolvendo o ministro Antonio Palocci (Fazenda)assumindo proporção maior. Não é o tipo de ambiente que estimule investidores a montar posições. Os juros dos contratos de DI futuro (depósitos interfinanceiros) mais líquidos na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) já abriram o dia em alta; na melhor das hipóteses, podem buscar a estabilidade. Mas o quadro não ajuda na construção de um otimismo. Ontem, o dia foi ruim. Muitos investidores viram suas marcas de "stop loss" (prevenção de prejuízo) serem atingidas e partiram para zerar posição. Os juros fecharam o dia nas taxas máximas. Nos leilões de títulos do Tesouro Nacional, constatou-se a redução do apetite dos investidores pelos papéis, tanto os de rentabilidade prefixada quanto os corrigidos pelo IPCA. O Tesouro não vendeu as ofertas integrais. Hoje tem segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (papéis atrelados ao IPCA) e a oferta será de até 5 milhões de títulos dos quatro vencimentos. Na BM&F, às 10h08, o juro do DI de janeiro de 2008, o contrato mais negociado, estava em 14,72%, ante fechamento ontem a 14,69%. A taxa do contrato de DI de janeiro de 2007 estava em 15,15%, estável.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.