Cautela faz mercados em NY fecharem quase estáveis

Bolsas seguiram temor de investidores em relação a medidas anunciadas pela União Europeia e pela zona do euro para conter a crise na região

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

28 de outubro de 2011 | 18h46

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam perto da estabilidade, acompanhando o momento de reflexão dos investidores a respeito das medidas anunciadas pela União Europeia e pela zona do euro para conter a crise que atinge a região.

"As pessoas estão questionando se já é seguro colocar a cabeça para fora", disse John De Clue, vice-presidente do U.S. Bank Wealth Management. "Todos aplaudiram os líderes da Europa por terem dado alguns passos à frente, mas já passamos por isso antes e muitos detalhes do plano ainda precisam ser divulgados", acrescentou.

Ainda assim, "é estimulante ver que não tivemos uma correção, dado o avanço de ontem", disse John Carey, gerente de portfólio da Pioneer Investments. "Parece que há um certo conforto com as ações neste nível." Ontem, o Dow Jones subiu mais de 300 pontos, ou quase 3%, enquanto o Nasdaq e o S&P 500 fecharam em alta superior a 3%.

Hoje, o Dow Jones subiu 22,56 pontos, ou 0,18%, para 12.231,11 pontos. O Nasdaq recuou 1,48 ponto, ou 0,05%, para 2.737,15 pontos. O S&P 500 teve alta de 0,49 ponto, ou 0,04%, para 1.285,08 pontos. Na semana, todos os índices acumularam ganho. O Nasdaq e o S&P 500 avançaram 3,78%, enquanto o Dow Jones subiu 3,58%.

A atenção dos investidores agora deve migrar lentamente da Europa para os EUA. Dados divulgados mais cedo mostraram que a renda pessoal dos norte-americanos cresceu 0,1% em setembro em relação ao mês anterior, quando a renda encolheu 0,1%. Os gastos, no entanto, aumentaram 0,6% em setembro, ante alta de 0,2% em agosto. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam aumento de 0,3% da renda e de 0,6% dos gastos.

Além disso, o índice de confiança do consumidor medido pela Universidade de Michigan avançou para 60,9 em outubro, em leitura final, de 59,4 em setembro, superando as estimativas de analistas, que previam um declínio para 58,5.

No setor corporativo, mais de 300 companhias que integram o índice S&P 500 já divulgaram seus balanços trimestrais e 71% delas apresentaram resultados mais fortes do que se esperava, segundo a Thomson Reuters.

O próximo assunto na pauta do mercado é o "supercomitê" do Congresso para a redução no déficit orçamentário, que deve decidir até o final do mês quais serão os cortes extras necessários nas despesas públicas.

"Vamos passar da história dos balanços e começaremos a nos preocupar com o que o supercomitê vai dizer e se eles farão progresso suficiente na redução do déficit", disse Andrew Slimmon, diretor-gerente de soluções globais de investimento do Morgan Stanley Smith Barney.

No mercado de Treasuries, os preços subiram, com respectivo movimento inverso dos juros, refletindo o clima de cautela. No final da tarde em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 3,372%, de 3,427% na quinta-feira; o juro das T-notes de 10 anos estava em 2,320%, de 2,378%; o juro das T-notes de 2 anos estava em 0,297%, de 0,319%. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
bolsasNYeuropa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.