Cautela prevalece e Bolsas de NY acabam em queda

As Bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quarta-feira, em meio à crescente cautela dos investidores sobre a perspectiva para o resto do ano.

Agencia Estado

14 de agosto de 2013 | 18h25

O índice Dow Jones caiu 113,35 pontos, ou 0,74%, e encerrou aos 15.345,00 pontos, marcando a maior queda em pontos em um dia desde 28 de junho. O S&P 500 recuou 8,77 pontos, ou 0,5%, para 1.685,39 pontos, enquanto o Nasdaq declinou 15,17 pontos, ou 0,4%, para 3.669,27 pontos.

Os índices reagiram com volatilidade à tarde em meio a vários discursos do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, James Bullard. Os investidores têm observado as declarações dos dirigentes do banco central norte-americano, em busca de sinais sobre quando o Fed poderá começar a retirar suas políticas de relaxamento monetário.

As Bolsas estenderam o declínio no início da tarde quando Bullard afirmou que, embora a inflação não tenha ressurgido, poderia haver risco de alta de preços excessiva no futuro. Ainda assim, ele reiterou que, "se o Fed estabeleceu uma meta de inflação de 2%, é preciso atingi-la, ou perderemos a credibilidade".

Mas os índices acionários reduziram as perdas mais tarde, quando, em um discurso separado, Bullard declarou que o Fed precisa ver mais dados econômicos antes de decidir se reduzirá seus esforços de relaxamento.

O vice-presidente da corretora Cuttone & Co., Keith Bliss, disse que notícias sobre as declarações de Bullard provocaram volatilidade na negociação, que de outra forma seria tranquila. "Nos mercados de baixo volume (de negociação), sempre que (há) um impulso assim, ele é certamente amplificado", destacou, acrescentando que a reação do mercado muitas vezes pode ser imprevisível. "As pessoas analisam essas declarações de forma bastante bizarra."

Mais cedo, o Departamento do Trabalho dos EUA reportou que o índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) ficou inalterado em julho, ante previsões de alta de 0,3%. Excluindo os preços dos alimentos e da energia, o PPI subiu 0,1%, abaixo do aumento projetado de 0,2%.

Balanços corporativos também contribuíram para o nervosismo dos investidores. Agora que 90% das companhias que fazem parte do índice S&P 500 divulgaram seus resultados, as empresas estão nos trilhos para registrar uma alta de 2,2% dos lucros no segundo trimestre, em comparação com o ano passado. Excluindo as empresas do setor financeiro, os lucros recuarão 2,9% sobre os registrados em 2012, de acordo com a FacSet.

"A temporada de resultados levou um monte de investidores de volta para suas calculadoras para tentar discernir o que vem a seguir", disse Lawrence Creatura, gerente de carteira do Federated Clover Small Value Fund.

Os analistas reduziram as estimativas para os resultados e esperam agora que os lucros crescerão 4% no terceiro trimestre, abaixo da previsão de aumento de 6,6% feita em 30 de junho.

O setor de tecnologia recebeu impulso das ações da Apple, que subiram 1,8%. Na véspera, os papéis da companhia avançaram 4,8 e fecharam no maior patamar em sete meses, depois que o investidor bilionário Carl Icahn declarou que possuía uma grande quantia de ações da empresa que, segundo ele, está subvalorizada.

As ações da Cisco Systems, que faz parte do índice Dow Jones, fecharam em alta de 0,2%. A companhia informou após o fechamento da sessão que seu lucro subiu 18% no quarto trimestre fiscal, para US$ 2,27 bilhões. A receita da companhia aumentou 6%.

As ações da Macy''s recuaram 4,5% com os resultados abaixo do esperado pela empresa no segundo trimestre.

Os papéis da American Airlines, controladora da AMR Corp., caíram 14%, enquanto os do Airways Group recuaram 1,2%, após o Departamento de Justiça dos EUA fazer um movimento surpresa para bloquear a fusão das duas companhias. Fonte: Dow Jones Newswires.

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