CBA investe para se tornar a maior do mundo em alumínio

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do Grupo Votorantim, vai se tornar a maior fábrica integrada de alumínio do mundo, a partir de 8 de fevereiro de 2007. Nessa data, a empresa deve concluir as obras de expansão para produzir 470 mil toneladas de alumínio por ano. A partir daí, a CBA entrará em uma nova fase de investimentos.O presidente-executivo da CBA, Antonio Ermírio de Moraes, diz que está planejado um novo salto para 600 mil toneladas anuais de alumínio, que começará a ser dado quanto a etapa de 470 mil toneladas for concluída, no início do ano que vem. Com uma produção de 470 mil toneladas anuais de alumínio, a CBA terá três laminadores para agregar valor ao produto, produzindo desde cabos de alumínio, folhas de papel-alumínio, tarugos e produtos extrudados de alumínio.Os investimentos na ampliação da CBA são superiores a US$ 500 milhões, somando-se os laminadores, e o terceiro foi adquirido agora por US$ 50 milhões, devendo entrar em atividade no primeiro semestre de 2007. A CBA destinará 60% da produção para exportação e 40% para o mercado interno. As vendas externas, segundo Nelson Teixeira, diretor da CBA, devem chegar este ano à marca de US$ 500 milhões, com a venda de168 mil toneladas.Antonio Ermírio diz que a empresa vai continuar investindo em infra-estrutura. "Hoje a produção da CBA chegou a 405 mil toneladas anuais, com a fábrica estando a 70 quilômetros de São Paulo, e usando 60% de energia própria. A fábrica utiliza 120 vagões, entre a entrega de minério de Cataguazes ou de Poços de Caldas. Os vagões ainda levam material para exportação no Porto de Santos, que fica a 130 quilômetros do seu centro de produção. Se for necessário ajudaremos a ampliar o serviço ferroviário que nos atende. Ele é fundamental", disse.A produção é garantida por 60% de energia própria de suas 18 usinas, que geram 5 milhões de megawatts/hora ano. "Quando falei que deveríamos garantir a maior parte da energia que necessitaríamos para a produção de alumínio, disseram que não era bem assim. Hoje vejo que acertamos em cheio. Vamos continuar investindo em energia. Temos planos para novas hidrelétricas", disse.O grupo também prepara 29 áreas em Paragominas, no Pará, para a mineração de bauxita. Esta área fornecerá minério para exportação ou para uma unidade industrial para óxido de alumínio, que seria construída lá. O minério poderá ser transportado por um mineroduto até o litoral onde poderá ser exportado. Tudo isto deverá se tornar realidade após 2010.

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