CDS emergentes giram US$ 487 bilhões no 1º trimestre

No ano passado, os CDS emergentes movimentaram US$ 1,191 trilhão

Regina Cardeal, da Agência Estado,

21 de julho de 2010 | 15h24

Os CDS (Credit Default Swaps) - contratos que representam uma espécie de seguro contra calotes de bônus - dos mercados emergentes movimentaram US$ 487 bilhões no primeiro trimestre de 2010, segundo a Emta, associação de traders de mercados emergentes. O volume representa um crescimento de 103% sobre os US$ 239 bilhões do primeiro trimestre de 2009 e de 40% sobre os US$ 349 bilhões do quarto trimestre do ano passado.

 

Os contratos de CDS soberanos mais negociados no trimestre foram os da Turquia, com US$ 84 bilhões. Os do Brasil giraram US$ 74 bilhões e os do México movimentaram US$ 57 bilhões. A pesquisa coletou dados de 12 grandes bancos e corretoras internacionais que atuam com contratos de CDS de mercados emergentes. Os participantes responderam sobre seus volumes de CDS referentes a 19 mercados emergentes e a dez emissores corporativos emergentes.

 

Entre os CDS emergentes corporativos mais negociados aparecem os da Gazprom (US$ 25,3 bilhões), os da Pemex (US$

11,9 bilhões), os da Cemex (US$ 2,22 bilhões). Os da Vale giraram US$ 1,187 bilhão e os da Petrobras movimentaram US$ 483 milhões.

 

"O que é significativo em relação ao volume de contratos CDS de mercados emergentes é que o ritmo de crescimento é muito mais rápido do que o de eurobônus de emergentes em moeda forte", afirma a diretora e estrategista do Bank of America Merrill Lynch Jane Brauer, no comunicado da Emta. "De fato, no primeiro trimestre, o volume negociado com CDS de mercados emergentes ultrapassou o de bônus em moeda forte de emergentes", acrescentou.

 

No ano passado, os CDS emergentes movimentaram US$ 1,191 trilhão. Os contratos CDS soberanos mais frequentemente negociados em 2009 foram os brasileiros, girando US$ 159 bilhões.

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