Cemig negocia mais uma aquisição na área de geração

A Cemig, empresa de energia de Minas Gerais, vai fazer mais uma aquisição até o final deste ano, desta vez na área de geração, informou o superintendente de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Luiz Fernando Rolla. O executivo não revelou qual o empreendimento nem o valor a ser investido, disse apenas que terá parceiros. A Cemig tem disponível para investir cerca de R$ 2 bilhões ao ano e mostra bastante apetite para crescer por meio de aquisições ou participações nos leilões de usinas e de transmissão. O objetivo é crescer 10% ao ano e atingir o limite regulatório de 20% de participação no mercado, definido pela agência reguladora do setor, a Aneel. Recentemente, a empresa comprou a distribuidora do Rio de Janeiro, Light, em parceria com Pactual, Andrade Gutierrez e Luce Brasil Fundo de Investimentos e Participações, sendo que os três sócios têm 79,4% e os restantes 20,6% estão nas mãos de acionistas minoritários, entre eles a Electricité de France (EDF), antiga controladora, que ficou com 10% de participação. Também comprou cinco lotes de transmissão da antiga parceira Schain. "Fizemos aquisições em distribuição e transmissão, agora estamos negociando uma nova compra na geração", disse Rolla. A empresa tem interesse, ainda, na Norte Fluminense, termelétrica pertencente à EDF, que não foi vendida juntamente com a Light. "Na ocasião, a EDF manifestou interesse na venda da térmica e temos interesse em comprá-la", afirmou, lembrando que a empresa francesa não deve deixar o País e também na Norte Fluminense pretende ficar com participação minoritária. Quanto à Light, Rolla disse que nos próximos anos pode haver interesse dos sócios em sair da sociedade. "Nosso tempo é de 30 anos, mas para investidores financeiros é bem mais curto", disse. Neste caso, a Cemig exercerá o direito de preferência e comprará a participação dos sócios, mas depois revenderá, permanecendo com 25% da distribuidora carioca. "Não temos nenhum interesse que a Light se torne novamente estatal, até porque trará entraves, como a obtenção de financiamento do BNDES", explicou. Empresas estatais têm restrições de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Por essa razão, inclusive, a Cemig não pensa em participar de grandes projetos como o da usina de Madeira, no Amazonas, como majoritária. "Se as condições do leilão forem boas, podemos participar mas apenas em um consórcio como minoritários", afirmou.

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