Cena externa pesa e Bovespa se mantém em queda

Às 11h53, o Ibovespa registrava desvalorização de 1,21%, aos 65.172 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado,

24 de agosto de 2010 | 11h52

A renovação dos temores em relação à recuperação da economia americana dá o tom negativo aos mercados internacionais nesta terça-feira. A Bovespa acompanha o movimento, puxada pela quedas de ações de blue chips. Resistem na lista de altas papéis de algumas empresas voltadas ao mercado interno e companhia elétricas.

 

Às 11h53, o Ibovespa registrava desvalorização de 1,21%, aos 65.172 pontos, após alcançar mínima de 65.037 pontos (-1,43%). O giro financeiro era de R$ 1,55 bilhão, com previsão de R$ 5,89 bilhões para o fechamento. No mesmo momento, o Dow Jones registrava queda de 1,20%, enquanto o S&P 500 caía 1,32%.

 

Além da expectativa de dados desfavoráveis sobre o PIB americano, previstos para sexta-feira, a aversão ao risco aumentou após a queda maior que o esperado nas vendas de imóveis residenciais usados nos Estados Unidos para 27,2% em julho. A previsão era de uma baixa de 14,3%.

 

Segundo operadores o cenário macroeconômico se sobrepõe às notícias corporativas, o que ocasiona uma baixa generalizada nas ações que mais subiram nos últimos dias, ou seja, que mais têm gordura para queimar. "Hoje o mercado está tenso", resume um profissional.

 

Em meio ao pessimismo, o destaque fica para uma empresa voltada ao mercado interno: Lojas Renner opera com ganhos de 0,57%, entre as maiores altas do Ibovespa, acumulando valorização de mais de 46% no ano.

 

Os papéis de empresas do setor elétrico, considerados defensivos, também compõem o grupo de alta. Entre eles estão Cemig PN (+0,43%) e Copel PNB (+0,28%). Souza Cruz, que tem o mesmo perfil defensivo, sobe 0,73% encabeçando as altas.

 

Petrobrás e Vale

 

As ações da Petrobrás ensaiaram uma recuperação no início do pregão, mas não resistiram ao mau humor do mercado. Há instantes os papéis PN recuavam 0,60% e os ON operavam em baixa de 0,96%. Além da queda de mais de 1,30% do preço do barril na Nymex eletrônica para a casa dos US$ 72,10, ainda pesa sobre os títulos a indefinição sobre o processo de capitalização da companhia. OGX, do empresário Eike Batista, recua 1,13%.

 

Os papéis da Vale dão continuidade às perdas registradas ontem, desta vez, apenas acompanhando a queda das commodities metálicas no mercado internacional. Vale PNA recuava 1,51% e ON registrava desvalorização de 1,40%. As siderúrgicas acompanhavam com Gerdau (-1,72%), Gerdau Metalúrgica (-1,40%), CSN (-1,57%), Usiminas PNA (-1,92%) e Usiminas ON (-1,84%).

 

A lista de maiores baixas do Ibovespa é lidera por Telemar PNA (-3,09%), seguida por TAM (-2,79%), Telemar ON (-2,71%), Embraer (-2,40%), Bradesco (-2,38%), GOL (-2,35%), Rossi (-2,29%) e Bradespar PN (-2,27%).

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