Cenário externo causa novo estrago no mercado

O dólar encerrou a semana cotado a R$ 2,208, com alta de 1,56% na roda da BM&F e de 1,52% e no balcão, enquanto o paralelo avançou 0,13%, para R$ 2,31, ainda sob a influência do cenário externo. Os juros futuros projetaram alta, o Ibovespa caiu 0,20%, o risco país subiu 1,92%, para 265 pontos, e o A-Bond perdeu 0,10%, vendido com ágio de 5,55%. O salto do comercial refletiu um movimento de redução de posições "vendidas" em câmbio à vista e futuro, iniciado por estrangeiros e seguido por investidores locais, e estimulado pelo aumento da aversão ao risco por causa da preocupação com a inflação americana. Outro ponto que influiu foi a indicação de que o governo fará mudanças no câmbio nas próximas semanas por meio de medida provisória. Isso retraiu alguns pequenos exportadores, que adiaram a venda de moeda americana, favorecendo ainda mais a alta das cotações. A ausência do Banco Central na compra de dólares pelo terceiro dia seguido evitou uma pressão adicional à forte volatilidade dos últimos dias. É que as tesourarias de bancos absorveram todo o fluxo comercial positivo originado da oferta de grandes exportadores nos últimos dias e ainda demandaram mais dólares, pressionando as cotações à vista. No mercado de dólar futuro, os seis vencimentos negociados projetaram alta. No mercado de juros, ninguém está disposto a esperar para avaliar se a piora de humor é exagerada ou não. As incertezas sobre o rumo da economia americana estão justificando a saída de recursos externos e, diante desse movimento, a ordem nas mesas de operação é zerar posição. "O movimento é esse. Ninguém está fazendo contas para ver se o preço é justo. Se é irracional ou não, o fato é que ninguém vai desafiar o mercado", comentou um operador. A Bovespa abriu em alta mas perdeu o fôlego. O volume financeiro foi de R$ 2,637 bilhões.

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