Cenário externo desfavorável leva à queda do juro futuro

Os contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros, que projetam as taxas de juros no mercado futuro, repetiram movimento verificado hoje pela manhã. Enquanto as projeções dos DIs de curto prazo ficaram praticamente estáveis, os vencimentos longos devolveram parte dos prêmios da véspera. Os motivos citados para justificar o movimento são ajustes técnicos, tensão externa, medidas cambiais no Brasil, além de dados econômicos desapontadores divulgados hoje no exterior e aqui.

ALESSANDRA TARABORELLI, Agencia Estado

29 de julho de 2011 | 17h32

Na BM&F, ao final da sessão regular, a projeção do DI de janeiro de 2012 (108.350 contratos negociados) passou de 12,47% para 12,46% ao ano. O DI de janeiro de 2013 (165.795 contratos) se manteve em 12,69% e o DI de janeiro de 2014 (121.245 contratos) recuou de 12,83% para 12,79% ao ano. A projeção do DI de janeiro de 2017 (31.580 contratos) passou de 12,75% para 12,70% ao ano.

O final de mês e a dúvida gerada pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada ontem, sobre o timing do fim do aperto monetário serviram de justificativa para a manutenção das taxas de curto prazo nos mesmos níveis de ontem. A falta de consenso sobre a ata levou o investidor a aumentar suas apostas no longo prazo, o que foi também reforçado hoje pelos ajustes típicos de final de mês, disse o profissional de uma corretora paulista.

A aversão ao risco no exterior, onde persiste o suspense sobre a elevação do teto da dívida norte-americana e os problemas de dívida na Europa, impede uma devolução maior de prêmios nos vencimentos de longo prazo dos DIs futuros.

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