Cenário externo e leilão podem pressionar juro futuro

O mercado de juros começa o dia mais uma vez atrelado ao cenário externo, onde prevalece um clima de expectativa em relação à decisão do banco central americano sobre o nível da taxa básica de juros nos EUA, hoje em 5,25% ao ano. Segundo operadores, o mercado deve passar o dia retraído hoje, monitorando o rumo dos negócios lá fora. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, os contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) com vencimento em janeiro de 2008 projetavam taxa de 12,42% ao ano às 10h20, estável em relação ao final do dia ontem. O DI de janeiro de 2009 estava em 12,36% ao ano (12,33% ontem). "É difícil determinar o rumo do mercado hoje, porque o nível de aderência ao cenário externo está muito grande", afirma um operador. Por aqui, o leilão primário de títulos prefixados do Tesouro Nacional pode contribuir para algum ajuste nas taxas pela manhã. A oferta de hoje é grande: serão leiloados 9,3 milhões de títulos, entre Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e Notas do Tesouro Nacional da Série F (NTN-F), essas com pagamento periódico de juros. Embora operadores considerem que há apetite pelos papéis, a oferta de títulos prefixados é sempre um foco de pressão, já que as instituições financeiras tentam obter as taxas mais altas. Em tempo: o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de janeiro registrou inflação de 0,50%, dentro das previsões do mercado. Em dezembro, a inflação pelo IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, havia sido de 0,32%.

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