Cenário externo inibe investidores

Os números fortes no mercado de trabalho americano levaram os investidores a esperar a ampliação do aperto monetário nos Estados Unidos e isso prejudicou o desempenho dos mercados locais, anulando o efeito do IPCA baixo. O dólar interrompeu a seqüência de seis altas seguidas, subindo 0,99% na roda da BM&F e 0,94% no balcão, cotado a R$ 2,125, enquanto o paralelo ficou estável em R$ 2,28. O Ibovespa caiu 0,91%, os juros futuros projetaram alta, o risco País subiu 1,67%, para 243 pontos, e o A-Bond perdeu 0,85%, vendido com ágio de 7,25%. A expectativa de novo aumento do juro básico nos EUA fez os juros pagos pelos títulos do Tesouro americano subirem. Indiretamente, o dólar ganhou força em relação ao euro e o iene, pressionando as Bolsas. No mercado futuro, os investidores inverteram as apostas, e os sete vencimentos negociados na BM&F passaram a projetar alta. Segundo um operador, a reversão das apostas foi causada unicamente pela piora externa. A expectativa pela divulgação de pesquisas de intenção de voto para as eleições de outubro não mexeu com os negócios. Também não houve rumores de novas denúncias políticas por parte das revistas. Na Bovespa, houve realização de lucros, um dia depois de o recorde de pontuação ter sido batido. "O investidor aproveitou a queda das Bolsas americanas para realizar lucros", comentou um operador, acrescentando: "Mas não foi só isso. A alta do juro básico nos EUA sempre preocupa a Bovespa, porque pode inibir a vinda de capital externo. E a Bolsa paulista continua na dependência de dinheiro externo para avançar, apesar de a economia estar indo bem". No mês, até o dia 4, o saldo acumulado de investimento estrangeiro na Bovespa estava positivo em R$ 123 milhões. O movimento financeiro ficou em R$ 2,251 bilhões, e a maior alta foi de TIM Par ON (2,92%).

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