Cenário externo leva Ibovespa a bater novas mínimas

O principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo não pára de afundar. Depois de ter se desvalorizado 7% no acumulado da semana até o fechamento de ontem, o Ibovespa à vista bateu sucessivas mínimas durante a manhã, chegando a cair 2,36%, a 34.433 pontos, puxado pela deterioração do cenário externo. Mas a única novidade em relação a ontem no front internacional é o aumento inesperado de juros na Índia e na Coréia do Sul. A África do Sul e também o Banco da Dinamarca elevaram suas taxas de juros esta manhã. Ontem, foi a Turquia que subiu o juro, num movimento que já era esperado pelo mercado. Nos EUA, as bolsas também operam em baixa. Às 12h15, o Nasdaq caía 1,08%. O Dow Jones, que ontem ficou abaixo dos 11 mil pontos, recuava 0,35%. O juro do título de 10 anos do Tesouro dos EUA operava abaixo do nível de 5% ao ano, movido pelo sentimento generalizado de que a economia começa a se enfraquecer, segundo a agência Dow Jones. "A Bovespa está sem defesa", disse uma fonte. A queda é liderada pelas ações do setor de commodities, acompanhando o movimento global. As ações de Petrobras e Vale do Rio Doce chegaram a cair mais de 4% no auge do nervosismo. Petrobras PN recuava 3,82%. A ON caía 2,61% e Vale PNA registrava baixa 3,61%. Usiminas PNA se desvalorizava 3,30%. As ações do setor bancário também são destaques de baixa. Itaú PN Caoa 4,33% e Bradesco PN, -3,23%. A Bovespa movimentava R$ 1,06 bilhão às 12h16, em baixa de 1,68%. A projeção para o final do pregão é de um giro de R$ 3,1 bilhões.

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