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Cenário externo tenso impõe pressão aos juros futuros

Os mercados começaram a semana nervosos diante do impasse sobre o aumento do teto do endividamento norte-americano, na medida em que o prazo final em 2 de agosto se aproxima e as discussões não prosperam. O segmento de juros futuros importou essa cautela e fechou com taxas pressionadas para cima nos contratos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), sobretudo nos vencimentos de longo prazo, que é mais sensível às questões externas. Mas o volume de negócios foi fraco nesta segunda-feira, refletindo também o compasso de espera dos investidores pela divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), na quinta-feira.

DENISE ABARCA, Agencia Estado

25 de julho de 2011 | 17h11

No encerramento da negociação normal da BM&F, o DI com vencimento em janeiro de 2013 (83.545 contratos negociados) projetava taxa de 12,69% ao ano, de 12,68% na sexta-feira, e o DI de janeiro de 2012 (36.890 contratos) estava na mínima de 12,47%, mesmo patamar do ajuste anterior. O DI de janeiro de 2017 (20.630 contratos) subia de 12,49% para 12,58% ao ano, enquanto o DI de janeiro de 2021 (3.010 contratos negociados) avançava de 12,30% para 12,38% ao ano.

O presidente dos EUA, Barack Obama, reiterou sua oposição a um acordo para aumentar o endividamento dos EUA a "curto prazo" durante a reunião que manteve ontem à noite na Casa Branca com os líderes democratas do Congresso. Obama está tentando elaborar um acordo para elevar o teto da dívida, de US$ 14,3 trilhões, junto com um plano para controlar o déficit do governo. "Nós não podemos apenas acabar com nosso déficit cortando gastos", disse Obama, reforçando sua oposição anterior a qualquer acordo que se foque apenas na redução do déficit por meio de cortes sem aumentos na receita. Obama renovou seu pedido para que os mais ricos contribuam com sua "fatia justa" para os cofres do governo.

Na cena doméstica, as preocupações com a deterioração da inflação trazida pela pesquisa Focus acabaram sendo neutralizadas pelos bons números fiscais apresentados pelo Tesouro Nacional e também pela queda livre do dólar - hoje a moeda furou a marca de R$ 1,55 -, pois ambos são potenciais vetores de ajuda no combate à inflação. Na Focus, a mediana para o IPCA no ano que vem foi a 5,28%, ante 5,20% na semana anterior.

Já o Tesouro informou que o governo central, formado pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou em junho superávit primário de R$ 10,478 bilhões. No acumulado do semestre, o superávit soma R$ 55,522 bilhões, o que corresponde a 2,84% do PIB, o segundo maior superávit primário para primeiros semestres da história. No mesmo período do ano passado, o superávit foi de R$ 24,896 bilhões, o que equivalia a 1,43% do PIB.

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