Cenário nos EUA volta a preocupar

A semana começou morna, na segunda-feira, à espera dos índices de inflação (PPI e CPI) nos Estados Unidos. Quando foram divulgados esses dois indicadores, na terça e na quarta-feira, os investidores comemoraram. Mas ontem os mercados americanos voltaram a ter um comportamento moderado, o que influenciou os mercados domésticos. O quadro da economia americana está melhor do que há dois meses, mas ainda inspira cuidados. O dólar fechou em alta pelo segundo dia seguido, cotado por R$ 2,147 (0,28%). Com fraco fluxo de entrada e liquidez reduzida, a moeda americana devolveu a queda da manhã e passou a subir. O Banco Central voltou ao mercado e comprou, segundo estimativa de operadores, no máximo US$ 50 milhões. O mercado de juros operou de forma comedida na sexta-feira, com pouca oscilação das taxas e baixo volume financeiro. Não houve fortes estímulos do mercado internacional, que também não expressou mudanças importantes. Para a próxima semana, profissionais consideram que o ambiente externo continuará sob controle, o que pode abrir espaço para o as taxas dos DIs testarem novas mínimas. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato DI com vencimento em janeiro de 2008 fechou o pregão com taxa de 14,33% (ante 14,31% de quinta). O mercado de ações reduziu o ritmo de negócios ontem. A Bovespa fechou praticamente estável. Em Nova York, as bolsas também tiveram um comportamento moderado, embora o fechamento tenha sido positivo, com o Dow Jones e o S&P 500 fechando nas pontuações máximas do dia. O vencimento de opções em ações, na segunda-feira, e as incertezas que ainda pairam sobre a economia norte-americana mantiveram os investidores cautelosos no último dia útil da semana. O Índice Bovespa fechou praticamente estável, em ligeira baixa de 0,02%, aos 37.551 pontos.

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