Cesp vai lançar novas ações ordinárias e preferenciais série B

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) vai lançar novas ações ordinárias e preferenciais série B no mercado. A emissão faz parte de um programa de capitalização, que prevê ainda a emissão de até R$ 2 bilhões em debêntures simples e um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) no valor de até R$ 650 milhões. O valor da emissão de ações será equivalente a até três vezes o valor que o governo de São Paulo vier a receber com a venda da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep), cujo leilão está marcado para 28 de junho, pelo preço mínimo de cerca de R$ 760 milhões (R$ 24,11 por mil ações). As ações da oferta serão distribuídas apenas no Brasil - não haverá listagem de ADRs (recibos negociados nos EUA) na Bolsa de Nova York - porém, haverá esforços de vendas junto a investidores institucionais estrangeiros. A oferta será coordenada pelo UBS e pelo Morgan Stanley e a realização da operação está condicionada à liquidação financeira do leilão de venda da Cteep. O preço de emissão das ações será definido por meio de bookbuilding. (sistema pelo qual o preço é determinado de acordo com o interesse dos investidores). O fato relevante divulgado pela Cesp informa ainda que o governo do Estado de São Paulo, controlador da companhia, se comprometeu a subscrever quantidade de ações equivalente ao montante que for recebido no leilão de venda do controle da Cteep. Os demais acionistas não terão direito de preferência na oferta primária de ações da companhia, porém, os papéis emitidos serão destinados prioritariamente à colocação junto aos atuais acionistas, nos termos do artigo 21 da Instrução CVM nº 400. Os critérios de colocação, neste caso, ainda serão definidos. A Cesp realizará assembléia para aprovar sua adesão ao nível 1 da Bovespa e também a criação de uma classe preferencial B (PNB). As atuais PN serão convertidas em PNA. A nova ação PNB não terá direito a voto, receberá o mesmo dividendo da ON e ainda terá "tag along" (extensão de benefícios dos controladores aos acionistas minoritários) de 100%. A empresa prevê ainda, em condições e momento a serem definidos, a possibilidade de conversão de ações ON e PNA em PNB, na proporção de 1 para 1, limitada ao teto de dois terços de ações preferenciais no capital total. A realização da oferta de ações dependerá da aprovação dos itens da pauta da assembléia de acionistas e da anuência da Aneel.

Agencia Estado,

06 de junho de 2006 | 07h00

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