Chile mantém plano de emitir US$ 1,5 bi no exterior, diz ministro

O governo do Chile vai prosseguir com seu plano de emitir US$ 1,5 bilhão em bônus no exterior, apesar da turbulência dos mercados internacionais, disse o ministro das Finanças, Felipe Larrain. Para financiar em parte os US$ 8,4 bilhões previstos para a reconstrução do país, o governo planeja emitir US$ 1 bilhão em bônus denominados em dólares e mais US$ 500 milhões em bônus denominados em pesos nos mercados internacionais este ano.

Regina Cardeal, da Agência Estado,

24 de maio de 2010 | 18h34

"Acho que os investidores vão aplaudir esta emissão, uma vez que o Chile tem finanças sólidas e não emite no exterior há vários anos", disse Larrain aos correspondentes estrangeiros. O governo também poderá aumentar a emissão de dívida no mercado local este ano, mas o Ministério das Finanças ainda não determinou de quanto seria o aumento. Para o orçamento fiscal de 2010, o Congresso autorizou a emissão de até US$ 7 bilhões em bônus soberanos, e cerca de US$ 3 bilhões já foram lançados no mercado local até agora.

O governo também aumentou os impostos corporativos, recorreu a um fundo de receitas extraordinárias do cobre destinado à defesa e reorganizou seu orçamento fiscal, entre outras medidas, para financiar a reconstrução depois do devastador terremoto de fevereiro no país. O governo do Chile também disse que venderá ativos não essenciais, o que pode incluir a venda de participação minoritária do governo em várias empresas de água. As informações são da Dow Jones.

 

Tudo o que sabemos sobre:
emissõesbônusChilecrise

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.