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Bovespa cai e dólar sobe com anúncio do Fed e queda da bolsa na China

Queda de 6,5% na Bolsa de Xangai deixa investidores avessos ao risco e anúncio do Fed de que juros nos EUA podem subir 'ainda este ano' pressionam o câmbio; no cenário interno, investidor processa suspeitas de divergências entre Levy e Barbosa

Luciana Xavier, O Estado de S. Paulo

28 Maio 2015 | 11h43

O dólar abriu em alta e bateu máximas nos primeiros minutos de pregão. A pressão no câmbio vem do exterior, onde o presidente da unidade de São Francisco do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), John Williams, disse que o banco deve subir as taxas de juros dos Estados Unidos "em algum momento deste ano". Investidores também processam declarações dadas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que garantiu não haver divergências entre ele e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. 

A Bovespa recua e acompanha o movimento negativo dos negócios no exterior, após a queda de 6,5% na Bolsa de Xangai, na China. 

Às 12h30, o dólar avançava 0,99%, cotado a R$ 3,176. Na mesma faixa horária, o Ibovespa caía 0,96%, cotado aos 53.712 pontos, puxado por bancos, Vale e Petrobrás.   

A aprovação das medidas provisórias 664 e 665 permitem um alívio nas tensões em relação ao cenário político e ao ajuste fiscal e foi comemorada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ainda assim, incertezas como o veto ou não ao fim do fator previdenciário e seus desdobramentos continuam preocupando e impedem clima de comemoração nas negociações dos ativos domésticos.

No entanto, abre-se um espaço para que outros fatores pesem nas decisões das mesas de operações e assunto não falta. No exterior, além do destaque já citado nos EUA, há o desconforto com relação à China depois que a Bolsa de Xangai mostrou queda de 6,5%, o que afeta as negociações nos mercados doméstico e internacional. 

A baixa está sendo atribuída a três fatores: corretoras apertaram as restrições para concessão de crédito para investidores individuais; o fundo soberano da China informou no começo desta semana que havia vendido participações em dois bancos estatais; e o Banco do Povo da China (PBoC) enxugou dinheiro que estava disponível para bancos comerciais.

Internamente, a agenda doméstica é carregada, com destaque para o resultado primário do Governo Central de abril. Além disso, há os fatores técnicos no câmbio, com as apostas em torno das perspectivas para a rolagem dos swap cambiais do Banco Central.

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