China e Europa pesam sobre as bolsas dos EUA

Encomendas de bens duráveis em fevereiro confirmam lenta recuperação do país

Luciana Antonello Xavier, correspondente, Agencia Estado

28 de março de 2012 | 10h50

As bolsas em Wall Street sofrem pressão hoje com as dúvidas sobre o fôlego da economia da China e sobre a zona do euro, avaliando agora qual país poderá ser o próximo a precisar de ajuda. Às 10h45, Dow Jones caia 0,11% e Nasdaq subia 0,07%.

Em relação à economia dos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, foi claro ontem: "Ainda é cedo para declarar vitória na recuperação." Segundo Bernanke, ainda existe um longo caminho a ser percorrido, o que sinaliza que uma alta de juros antes do final de 2014 é menos provável.

Ou seja, não existe ainda um céu de brigadeiro para os EUA e o dado sobre encomendas de bens duráveis em fevereiro divulgado hoje mostra isso. A economia do país se recupera sim, mas a passos curtos, gradualmente. Houve aumento de 2,2% nas encomendas em fevereiro, para US$ 211,77 bilhões. Foi um resultado melhor do que o de queda de 3,6% registrado em janeiro, mas ficou abaixo da alta de 3,0% estimada por economistas. A presidente Dilma Rousseff disse hoje em Nova Délhi, na Índia, que a grave crise financeira "ainda provoca preocupação".

No front corporativo, a empresa Facebook informou ontem que a disputa sobre patentes com o Yahoo! poderia ter efeito material sobre "os negócios, condições financeiras ou resultados" no caso de a rede social perder essa briga. Lembrando que o Facebook deve lançar sua oferta pública inicial de ação (IPO, na sigla em inglês) em maio deste ano. Por falar em IPO, Joe Ratterman deixará o cargo de chairman da BATS, após o fiasco do IPO que acabou não ocorrendo, mas deve permanecer como CEO.

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