China e Ucrânia derrubam bolsas dos EUA

As bolsas dos EUA terminaram em baixa nesta segunda-feira, 10, à medida que os investidores ficaram cautelosos após a divulgação dos dados econômicos fracos da Ásia no fim de semana e diante das tensões na Ucrânia.

Agencia Estado

10 de março de 2014 | 19h29

No fim da sessão, o índice Dow Jones caiu 34 pontos, ou 0,21%, e fechou em 16.418 pontos. Traders disseram que o pregão foi dominado por participantes do mercado orientados pelo curto prazo, que ajustaram posições, ao invés de grandes apostas por investidores de longo prazo. O índice S&P-500 recuou 0,8 ponto, ou 0,05%, e fechou em 1.877 pontos. No ano, o S&P-500 acumula ganho de 1,6%. O Nasdaq perdeu 1 ponto, ou 0,04%, e terminou em 4.334 pontos.

A China informou no fim de semana que suas exportações recuaram 18,1% em fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado, frustrando as expectativas de aumento de 5%. A queda surpreendente elevou as preocupações sobre a força da segunda maior economia do mundo. Por sua vez, o Japão afirmou que a economia do país cresceu menos do que inicialmente estimado no quarto trimestre de 2013.

Os investidores continuaram também a monitorar a ocupação pela Rússia da região da Crimeia. O presidente russo Vladimir Putin anunciou seu apoio à tentativa da Crimeia de separar da Ucrânia, desafiando os alertas do Ocidente.

"Na ausência de notícias sobre as condições domésticas, os investidores centraram sua atenção nos dados da China, que indicam uma certa continuidade da desaceleração (econômica)", afirmou Jim McDonald, da Northern Trust Corp. No entanto, a empresa continua a prever ganhos adicionais das bolsas dos EUA, apostando que elas serão beneficiadas por um crescimento razoável e pelo seu status de porto seguro, à medida que os investidores olhem para alguns dos desafios em andamento no mundo emergente, disse ele.

Entre os destaques de queda sessão estavam as ações da Boeing, que recuaram 1,3%. Os papéis da companhia foram afetadas pela reportagem do The Wall Street Journal de que a companhia encontrou algumas rachaduras em alguns de seus jatos 787 Dreamliner, o que provocou o adiamento de algumas entregas. Os papéis das empresa também foram afetados pela notícia do desaparecimento do Boeing 777 na Malásia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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