China não está sob pressão externa para valorizar yuan, diz BC

Governo  quer internacionalizar sua moeda gradualmente e não houve qualquer mudança na opinião desde que o Banco do Povo do país anunciou sua política, em 2009, segundo o presidente da instituição, Zhou Xiaochuan

Danielle Chaves, da Agência Estado,

21 de fevereiro de 2011 | 09h27

O governo da China vai decidir o ritmo da valorização do yuan e o país não está sob pressão externa em relação ao assunto, afirmou o presidente do Banco do Povo do país (PBOC, banco central chinês), Zhou Xiaochuan, nos bastidores da reunião do G-20 que terminou domingo, segundo a imprensa chinesa.

"Nós dependemos majoritariamente do nosso próprio julgamento no momento de fazer ajustes no valor do yuan", disse Zhou, conforme relato do Oriental Morning Post. "Nós nunca damos atenção especial à pressão de fora", garantiu. Ao mesmo tempo, Zhou prometeu usar todos os meios disponíveis para combater a inflação, incluindo a taxa de câmbio, de acordo com os relatos.

A China quer internacionalizar sua moeda gradualmente e não houve qualquer mudança na opinião do governo desde que o PBOC anunciou sua política, em 2009, afirmou Zhou, segundo o jornal estatal China Daily.

A China tem deixado o yuan se valorizar a uma taxa anual de cerca de 6% sobre o dólar desde junho do ano passado, quando efetivamente encerrou a fixação entre as duas moedas, que durou dois anos, e prometeu tornar o yuan mais flexível. Levando em conta os diferentes níveis de inflação na China e nos EUA, o yuan tem subido cerca de 10% ao ano diante do dólar, mas autoridades norte-americanas e de outros países dizem que isso não é suficiente.

Após anos de resistência, a China concordou durante a reunião do G-20 em permitir que a comunidade internacional analise sua bastante criticada política cambial, abrindo caminho para um acordo que estabelece os parâmetros para um sistema de alerta econômico. Hoje, o yuan subiu para 6,5668 por dólar, depois de chegar à máxima recorde de 6,5654 por dólar no intraday, após o PBOC determinar a paridade central na máxima recorde de 6,5705 yuans por dólar. As informações são da Dow Jones.

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